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Análise: medo do diagnóstico ainda atrasa o combate ao câncer de intestino

Levantamento aponta que 9% dos brasileiros já notaram sintomas associados à doença, mas muitos não buscaram avaliação médica

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Quase metade dos brasileiros que percebem sintomas de câncer de intestino não busca ajuda médica imediata.
  • 8 em cada 10 brasileiros reconhecem a gravidade de sintomas como sangue nas fezes e mudanças no funcionamento do intestino.
  • O oncologista Hélio Pinczowski alerta para a importância de consultar um médico rapidamente, pois o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura.
  • Hábitos como sedentarismo e consumo de alimentos ultraprocessados são fatores de risco para o câncer de intestino.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma pesquisa revelou que quase metade dos brasileiros que percebem os sintomas de câncer de intestino não procura ajuda médica de imediato. O estudo inédito do A.C.Camargo e da Nexus mostra que 8 em cada 10 brasileiros reconhecem como grave a presença de sangue nas fezes, ou a mudança no funcionamento do intestino por mais de um mês, que são os dois dos principais sintomas da doença.

Das pessoas que participaram do levantamento, 9% disseram já ter percebido esses sintomas em algum momento, mas quase metade não procurou atendimento médico. Para Hélio Pinczowski, oncologista do Hospital Moriah, as pessoas não deveriam demorar a consultar um médico após sentir os sintomas por receio de um diagnóstico negativo, já que “o alerta é um chamado para você pesquisar e, por ventura, se for um diagnóstico de tumor, você tem uma alta possibilidade de cura”.


O sangramento nas fezes é um sinal importante de alerta, mas, segundo Hélio, nem todo sangramento intestinal é sinal de câncer. Mesmo assim, é importante investigar e realizar um exame de colonoscopia para detectar precocemente um tumor e ser curado. Ele ressaltou que jovens já são recomendados a realizar o exame, por mais que a incidência da doença seja maior em pessoas a partir dos 45 anos.

O médico ressaltou que hábitos como o sedentarismo, consumo de alimentos ultraprocessados, tabagismo, alcoolismo e obesidade são causadores e agravantes da doença. Além disso, os medicamentos, tratamentos e conhecimento por trás desse diagnóstico melhoraram muito. Portanto, um diagnóstico inicial pode oferecer cura numa proporção muito alta.

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