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Algodão brasileiro ganha mercado no mundo, mas setor está atento aos impactos da guerra

País registrou o maior volume de exportação do produto para o mês de março

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Brasil exportou quase 348 mil toneladas de algodão em março, estabelecendo um recorde para o mês.
  • O aumento foi de 45,4% no volume e 33,6% na receita em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
  • O diretor da Abrapa destacou a confiança do mercado asiático na qualidade e sustentabilidade do algodão brasileiro.
  • Preocupações foram levantadas sobre possíveis mudanças tributárias que poderiam impactar a indústria têxtil nacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Brasil exportou quase 348 mil toneladas de algodão bruto em março deste ano e atingiu um novo recorde. Este é o maior volume já registrado para o mês, representando um aumento de 45,4% no volume e 33,6% na receita comparado a março do ano anterior.

Em entrevista ao Record News Rural desta sexta-feira (10), Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), afirmou que a confiança do mercado asiático no Brasil, devido à qualidade e sustentabilidade do produto, é um dos fatores para o resultado.


Close de plantas de algodão em campo. Ramos marrons com folhas secas sustentam capulhos brancos e fofos já abertos. Ao fundo, mais pés de algodão sob luz do dia.
Exportações brasileiras de algodão têm se expandido para países como Peru e Egito Reprodução/Record News

“A onda vinda do mercado dos consumidores por exigir aprovação de sustentabilidade reforça muito a posição do Brasil nessa liderança e coloca sempre o Brasil na vanguarda e tem nos colocado na frente desse processo”, afirma.

Além disso, as exportações brasileiras têm se expandido para países como Peru e Egito. Na Índia, apesar de ser uma grande produtora, a baixa produtividade local tem levado os indianos a buscar o algodão brasileiro pela pureza. “O nosso produto está servindo de blend para melhorar ainda mais essa oferta que eles têm”, diz.


Apesar disso, Portocarrero mencionou preocupações quanto às possíveis mudanças tributárias sobre produtos importados que podem impactar negativamente tanto produtores nacionais quanto consumidores finais.

“Somos o maior produtor de jeans do mundo, e temos na indústria têxtil brasileira o nosso maior cliente. São 730 mil toneladas de algodão que nós vendemos, e podemos chegar a 1 milhão de toneladas. O que não pode é o governo, preocupado em baixar o custo da roupa sintética que chega do mundo todo aqui, prejudicar uma cadeia que está estruturada, que é a segunda maior cadeia na geração de emprego, na indústria de transformação, então vai ser uma perda muito grande”, finaliza.

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