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Citricultura brasileira tem alta nas admissões, mas ‘mão de obra tem sido um problema crônico’

Diretor executivo da CitrusBR afirma que manter a produção e a colheita contribuiu para o crescimento das contratações

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A citricultura brasileira registrou um aumento de 4,2% nas admissões durante a safra 2025/2026, totalizando 51,7 mil novos postos de trabalho.
  • Ibiapaba Netto, diretor executivo da CitrusBR, destaca que a manutenção da produção e colheita contribuiu para o crescimento das contratações, apesar da crise na demanda global por suco de laranja.
  • O setor enfrenta dificuldades para preencher vagas, com a mão de obra sendo um problema crônico no Brasil.
  • São Paulo lidera as contratações devido à concentração de áreas de colheita e indústrias de exportação, mas estados como Mato Grosso do Sul também ampliaram a geração de empregos.

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Em meio à crise na demanda global por suco de laranja, a citricultura brasileira registrou aumento na geração de empregos durante a safra 2025/2026, com crescimento de 4,2% no número de postos de trabalho, totalizando 51,7 mil admissões.

Em entrevista ao Record News Rural desta quarta-feira (26), Ibiapaba Netto, diretor executivo da CitrusBR, disse que a necessidade de manter a produção e a colheita contribuiu para o crescimento das contratações. “Independentemente do fato de a gente estar num momento realmente mais delicado de mercado em termos de conjuntura internacional, o setor continua fazendo a parte dele, principalmente nessa parte social”, afirmou.


Laranjas penduradas em um galho em meio a folhas verdes brilhantes. A luz do sol ilumina a cena, destacando a textura das frutas e as gotas de água que estão sobre elas. O fundo é composto por mais folhas e um ambiente natural, sugerindo um pomar.
Citricultura brasileira registrou aumento de 4,2% no número de postos de trabalho na safra 2025/2026 Reprodução/Record News

Segundo ele, a citricultura também enfrenta dificuldades para preencher as vagas disponíveis. “Normalmente, a gente tem até problemas para conseguir preencher todas as turmas de colheita; mão de obra tem sido um problema crônico no Brasil nos últimos anos. Na citricultura não é diferente”, disse.

O diretor aponta que São Paulo concentra a maior parte das contratações por reunir grande parte das áreas de colheita e das indústrias voltadas à exportação de suco de laranja. Apesar disso, outros estados também têm ampliado a participação na geração de empregos, como Mato Grosso do Sul, onde foram criados 1.614 novos postos de trabalho, 276% acima do registrado na safra anterior.


“O estado de São Paulo é o coração da citricultura para exportação de suco de laranja, onde está a maior parte das colheitas, onde estão concentradas as indústrias de suco, então é natural que consiga ali nessa liderança da geração de empregos. Mas a gente percebe também que outros estados começam a avançar na contratação de mão de obra e para a cultura da laranja”, finaliza.

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