Conab: ‘Teremos a terceira safra recorde do Brasil pelo terceiro ano consecutivo’
Produção brasileira de grãos pode chegar a 366,6 milhões de toneladas na temporada 2026/2027
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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A produção brasileira de grãos pode alcançar um novo recorde na safra 2026/27, com estimativa de 366,6 milhões de toneladas, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
“Estamos fazendo uma projeção de menor produtividade para todas as lavouras, mas, mesmo assim, estamos sendo otimistas nesse sentido, projetando uma safra maior. Pelo terceiro ano consecutivo, nós teremos a terceira safra recorde do Brasil”, afirma Silvio Porto, presidente da Conab, em entrevista ao Record News Rural desta quinta-feira (17).

O resultado é impulsionado principalmente pela soja e pelo milho, que seguem liderando o crescimento do agronegócio nacional. A expectativa também é de aumento da demanda internacional devido aos impactos climáticos em importantes produtores globais.
De acordo com Porto, o milho tem papel estratégico nesse cenário, tanto pela importância para a produção animal quanto pelo avanço dos biocombustíveis. “Se a gente observar o desempenho da safra de milho no Centro-Oeste, em especial no Mato Grosso, onde estão as principais plantas de processamento de milho para etanol, é o que tem puxado muito o aumento da produção de milho na segunda safra. Então, realmente o etanol tem sido também um vetor de crescimento”, diz.
No mercado externo, a previsão de queda na oferta dos Estados Unidos e da Europa pode ampliar a participação brasileira no comércio global de grãos. Segundo Porto, “o Brasil passa a ser o principal player possivelmente no abastecimento do próximo ano”, cenário que já influencia os preços da soja e do milho e aumenta a atenção de investidores e observadores internacionais.
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Apesar do otimismo, a Conab monitora os efeitos do El Niño, principalmente sobre o regime de chuvas no Centro-Oeste. A estatal acompanha o desenvolvimento das lavouras para avaliar possíveis impactos no plantio e na produtividade. Ainda assim, a perspectiva segue positiva.
“O milho não tem problemas em geral em relação à produtividade ou a um desempenho na produção com o excesso de chuvas. Ele se desempenha muito bem e, talvez por isso mesmo, nós tenhamos um crescimento mais significativo”, explica.
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