A comida como elo entre raízes e gerações
Do campo à gastronomia, o alimento preserva identidade, aproxima gerações e mantém vivo o vínculo entre Itália e Brasil

A comida reúne pessoas, preserva costumes e mantém vivas tradições que atravessam gerações. Na gastronomia italiana, esse vínculo com as raízes ganha sabor e memória.
“Para nós, a dieta mediterrânea é um modelo de vida. O alimento, a comida, não é apenas algo que serve para nos nutrir. É um modo para estarmos juntos”, afirmou Antonio Tajani, vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália.

Durante a passagem pelo Brasil e num evento especial para convidados, Tajani destacou a força da comunidade italiana e de seus descendentes, que, segundo ele, ajudam a preservar a cultura do país fora de suas fronteiras.
“Cada um de vocês é um embaixador do nosso país. Cada um de vocês é a voz da Itália. É a imagem da Itália, é o saber fazer da Itália, é a capacidade de saber inventar, é a capacidade de entender a fantasia, o gênio,” concluiu.
O premiê ainda ressaltou a importância da presença italiana no Brasil. “Lembre-se que São Paulo é a maior cidade italiana do mundo, então estamos realmente em casa.”
A distância - entre os países - e o legado das gerações não apagam esse vínculo. O projeto Turismo de Raízes incentiva os descendentes que vivem no exterior a conhecer as cidades de origem de suas famílias, suas histórias e costumes.
“É como se nós fôssemos um país que não é capaz de cancelar o vínculo, nem depois de décadas, nem depois de séculos,” disse Tajani.
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