Crambe avança no agronegócio com óleo valorizado no mercado internacional
Cultura produz óleo destinado à indústria química, biocombustíveis e cosméticos, com demanda crescente no exterior
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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A cultura do crambe tem ganhado espaço entre agricultores e indústrias devido às suas múltiplas utilidades. Adaptada ao clima do Cerrado brasileiro desde 1995, quando foi introduzida pela Fundação Mato Grosso como planta de cobertura para proteção do solo e controle de nematoides, a cultura passou a se destacar também pela produção de um óleo de alto valor agregado, utilizado nos setores de cosméticos e biocombustíveis.
A planta oferece benefícios significativos para a conservação do solo. Estudos indicam que sua cobertura pode reduzir a temperatura da terra em até 10°C. Além disso, seu ciclo curto permite o cultivo em áreas que ficaram sem safra ou como terceira safra em regiões irrigadas.
Desde 2012, o potencial comercial do óleo extraído dos grãos de crambe vem sendo explorado. Com cerca de 36% de teor oleoso, percentual superior ao da soja, o produto é muito valorizado no mercado internacional, principalmente pelo seu perfil sustentável, já que o cultivo ocorre sem a utilização de defensivos químicos.
Empresas brasileiras já cultivam milhares de hectares da cultura nas regiões do Alto Paranaíba, Triângulo Mineiro e Goiás. A previsão é de uma produção mensal expressiva, com aproximadamente 500 toneladas de óleo bruto destinadas principalmente à indústria química, para a fabricação de fluidos hidráulicos e polímeros especiais.
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“É um nicho de mercado bem fechado. Então, hoje a gente tem um nicho de mercado onde já possui contratos firmados até o ano de 2030 com grandes players do mercado internacional. O principal destino do produto é o mercado não comestível, especialmente a indústria química. Já temos trabalhos realizados na Europa, onde o óleo foi aprovado para a produção de biodiesel e também do SAF, que é o combustível sustentável da aviação”, explica Vanzei.
Com contratos firmados até 2030 com grandes players internacionais e exportações em crescimento para a Europa, América do Norte e Ásia, estão sendo planejados novos investimentos para ampliar as unidades produtivas próximas às áreas de cultivo.
O objetivo é otimizar os custos logísticos em um cenário promissor, impulsionado pela crescente demanda global por produtos sustentáveis derivados do crambe.
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