Produção de leite A2 atrai investimentos e vira nova aposta do agro paulista
Produção baseada em genética especializada ganha espaço e fortalece o setor leiteiro paulista
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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A produção do leite A2 tem atraído investimentos no estado de São Paulo. Trata-se de um tipo de leite de vaca proveniente de animais com o genótipo A2A2, que produzem exclusivamente a proteína beta-caseína A2 e podem proporcionar uma digestão mais confortável para pessoas com sensibilidade a proteínas lácteas.
Em Novo Horizonte, no interior paulista, o município passou a adotar o leite A2 nos setores da educação e saúde, tornando-se o pioneiro da iniciativa no Brasil. “Hoje a gente ultrapassou 10 mil litros de leite por mês só na merenda escolar. E, como a gente viu que deu muito certo na merenda, a gente expandiu também para a saúde e para a assistência”, conta Fabiano Belentani, prefeito de Novo Horizonte.
O leite A2 é produzido por vacas geneticamente selecionadas para garantir a presença exclusiva da proteína A2. “A gente consegue identificar qual é a genética da vaca, inclusive, a gente consegue fazer isso em bezerras. Se ela vai ter a genética, se ela tem o gene A2 para produzir o leite A2, e também posteriormente, com a chegada do produto no mercado, lá no Instituto da Zootecnia, nós desenvolvemos uma metodologia que vai dizer se o produto realmente é A2 ou se ele tem alguma contaminação pela outra proteína, que é A1”, explica o pesquisador Aníbal Vercesi Filho.
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Além da seleção genética, as empresas recebem orientação técnica sobre a adequação da estrutura, higienização, equipamentos e regularização da produção antes de obterem a certificação necessária para comercializar o produto entre municípios. Em paralelo, a cidade desenvolve iniciativas voltadas à ampliação do rebanho A2A2. “Nós trabalhamos no nosso município um programa de reprodução animal que visa organizar animais geneticamente genotipados como A2A2”, afirma Carlos Pagani Neto, diretor de agronegócio.
O investimento em seleção genética acompanha a expectativa do crescimento do mercado, principalmente o internacional, em que os produtos A2 são mais valorizados. “É uma tendência, eu vejo o crescimento nas gôndolas dos supermercados, ainda não tão valorizado como em um país em que essa cultura já está mais arraigada, como Estados Unidos, Canadá, Europa, onde um leite, um lácteo portador das proteínas A2, eles chegam até 18%, 20% ou mais de valorização”, comenta André Moura, produtor de leite A2.
Embora ainda represente menos de 1% da produção nacional, o leite A2 vem conquistando espaço entre os consumidores brasileiros devido às suas características diferenciadas. O avanço da produção e das iniciativas voltadas ao setor reforça a posição de São Paulo como referência e pioneiro em um mercado considerado promissor para a produção leiteira.
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