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Você já ouviu falar em caju anão precoce? Variedade tem alto potencial produtivo

Irrigação, genética e manejo elevam a qualidade dos frutos, enquanto produtores buscam ampliar a área de cultivo e reduzir perdas na colheita

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O caju anão precoce está em expansão no Piauí, com produção melhorada por irrigação e genética avançada.
  • A variedade CCP 76 é usada para produzir frutos maiores e de qualidade superior, adequados para o mercado.
  • Manejo constante e monitoramento são essenciais para prevenir pragas e manter a produtividade.
  • A falta de câmaras frias prejudica o armazenamento, mas há planos de expansão para mais vinte hectares.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A produção do caju anão precoce está passando por um momento de expansão na cidade de Jaicós, no Piauí. Em seis hectares do semiárido piauiense, a irrigação transformou a produção, garantindo frutos de qualidade superior.

O pomar utiliza a variedade CCP 76 do caju anão precoce, produtiva em três anos. Essa genética, aliada à adubação, resulta em frutos maiores e mais adequados ao mercado. “O caju irrigado, a água ajuda o crescimento do fruto, e também, através da irrigação, a gente faz a fertirrigação, que é a adubação. Essa adubação vai contribuir para o desenvolvimento do fruto. Então a gente vai ter um fruto maior, um fruto com maior qualidade”, explica Maurício de Lima, produtor rural.


Para manter a produtividade, é preciso um manejo constante e o monitoramento diário para prevenir pragas que já afetaram safras no passado. Nas épocas de colheita, há a seleção dos cajus, em que os maduros vão para fábricas de cajuína, doces ou consumo in natura, enquanto os frutos caídos são transformados em ração animal.

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Parte da produção é prejudicada pela falta de câmaras frias, essenciais para o armazenamento. “Nós precisamos de uma câmara fria, porque a câmara fria nos possibilita colher o caju todos os dias e armazená-lo. Porque o caju, quando ele fica exposto, vem o passarinho que fura, tem o vento que derruba também, então ainda há uma perda que poderia ser aproveitada melhor se não houvesse”, explica Maurício Lima.


O potencial econômico da produção de caju anão precoce é significativo. De acordo com o engenheiro agrônomo Manoel Costa, cada planta pode render até dez quilos de castanha e aproximadamente 30 quilos de pedúnculo. A propriedade planeja expandir o cultivo em mais vinte hectares, buscando uma produtividade máxima em espaços limitados.

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