‘Abordagem virou trauma para todos’, diz testemunha de violência policial em Brasília
Homem de 42 anos foi abordado violentamente por policiais; filho de 5 anos presenciou a cena
Brasília|Do R7, em Brasília

A abordagem de policiais a um pai diante do filho de 5 anos, na quadra 112 da Asa Norte, em Brasília, gerou forte repercussão nas redes sociais. A ação dos agentes, considerada violenta, foi registrada por testemunhas.
Uma pessoa que presenciou a cena relatou ao R7 o impacto do episódio:
“Entendo vivermos em uma sociedade violenta, mas quando isso parte de quem deveria garantir a segurança, o problema se agrava. O que poderia ser uma abordagem comum se transformou em trauma para todos, principalmente para o pai e a criança.”
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Na quarta-feira passada (9), dois policiais à paisana da Delegacia da Criança e do Adolescente imobilizaram um homem de 42 anos na Asa Norte.
Vídeos gravados mostram o momento em que ele é algemado, golpeado e imobilizado no chão. O filho, de 5 anos, testemunhou tudo.
“Vi quando tiraram o motorista do carro usando enforcamento. Não considero uma briga de trânsito, foi violência. Depois, mantiveram ele com o rosto no asfalto por cerca de dez minutos. Tudo isso diante da criança”, disse a testemunha.
Ela também afirmou ter tentado falar com um dos agentes. “Perguntei se era policial e o que fariam com a criança. A resposta foi ríspida, e apontaram a arma em minha direção.”
Situação começou com batida de carros
Segundo o pai, o episódio começou no fim do Eixão Norte, quando um veículo preto o ultrapassou, cortou a frente e freou bruscamente, provocando uma colisão.
Sem identificação policial no veículo, ele entrou em uma quadra para tentar dialogar. Neste momento, os ocupantes do automóvel se apresentaram como agentes e iniciaram a abordagem.
“O agente que me segurava começou a me agredir, e eu só repetia estar com meu filho no carro. Pedi para avisar a mãe, mas ouvi: ‘Você não vai fazer nada. Devia ter pensado antes de acelerar’.”
Moradores da região retiraram a criança do veículo e aguardaram a chegada da mãe. O pai foi conduzido à delegacia, assinou um termo, sendo liberado.
Em nota, a Polícia Civil do DF declarou que o condutor demonstrou comportamento não colaborativo, sendo necessário o uso de algemas.
Investigação e posicionamento do governo
Diante da repercussão, a governadora em exercício, Celina Leão, determinou a apuração imediata do caso.
“O episódio exige providências. Acionei a Corregedoria da Polícia Civil para apurar os fatos com rigor. A conduta dos agentes será analisada conforme os protocolos legais”, declarou.
O governo do DF informou acompanhar o caso e reforçou o compromisso com a legalidade, os direitos humanos e a proteção da infância.
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