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AGU pede ao STF para decretar perda de cargo de Marco Buzzi, após acusações de assédio

Ministro foi afastado do STJ em fevereiro; plenário da Corte votou pela condenação administrativa de Buzzi em agosto

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A AGU solicitou ao STF a perda do cargo do ministro do STJ, Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, por assédio e importunação sexual.
  • O pedido inclui a suspensão dos vencimentos do ministro e a tramitação do caso em segredo de justiça.
  • Marco Buzzi está afastado desde fevereiro e foi punido pelo STJ em agosto de 2026.
  • Acusações incluem importunação sexual de uma jovem em Santa Catarina e assédio a uma servidora entre 2023 e 2025.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Marco Buzzi está afastado desde 10 de fevereiro do STJ após acusações de assédio Sérgio Amaral/STJ - Arquivo

A AGU (Advocacia-Geral da União) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para decretar a perda do cargo do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, acusado de assédio e importunação sexual.

Em ação civil protocolada nesta segunda-feira (21), a AGU pede a suspensão imediata do pagamento dos vencimentos proporcionais ao ministro até o julgamento definitivo da ação, ou a retenção desses valores em conta judicial vinculada.

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Outro requerimento é pela tramitação da ação em segredo de justiça para proteção de dados relativos à intimidade das vítimas.

Marco Buzzi está afastado de suas funções desde 10 de fevereiro deste ano. No dia 6 de agosto, o Tribunal Pleno do STJ reconheceu a existência de infrações disciplinares e julgou válido o processo administrativo disciplinar aplicado ao ministro, que previa o afastamento com remuneração proporcional ao tempo de contribuição. Nesse sentido, Buzzi continuou recebendo salário.

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Denúncia

Em janeiro deste ano, uma jovem de 18 anos prestou depoimento à 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia, em São Paulo, acusando o ministro do STJ de importunação sexual durante uma viagem a Santa Catarina. A vítima e a família — amigos de Buzzi — passavam férias em uma casa litorânea do magistrado.

No relato, a jovem afirmou que o ministro a convidou para entrar no mar e sugeriu caminharem até um ponto mais afastado da faixa de areia, longe de onde estavam os pais dela. Buzzi também teria feito elogios à aparência da jovem e, em uma área fora do campo de visão das pessoas na praia, a conduzido para uma parte mais funda e a agarrado.

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A segunda acusação contra Marco Buzzi partiu de uma servidora terceirizada de seu gabinete. Ela relatou ter sofrido assédio entre 2023 e 2025, com episódios que teriam envolvido toques físicos indesejados.

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