Alckmin admite 'questões a serem resolvidas' para firmar acordo entre Mercosul e União Europeia
Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento disse que é preciso achar equilíbrio, mas que união dará um sinal geopolítico positivo
Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), admitiu nesta quarta-feira (28) que ainda há "questões a serem resolvidas" para que um acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia seja firmado. Segundo ele, é necessário um "tratado mais equilibrado".
Nessa terça-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou exigências da União Europeia para fechar acordo. Os europeus cobram dos países da América do Sul a garantia de que vão melhorar indicadores de preservação ambiental, mas Lula reclamou que o outro lado não atua para reduzir a destruição do meio ambiente.
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Mesmo com o impasse, Alckmin adotou um tom mais pacífico durante discurso no Fórum Jurídico de Lisboa, em Portugal.
Temos tudo para fortalecer ainda mais esse trabalho. Tanto para a União Europeia quanto para o Mercosul trará para a geopolítica internacional um grande sinal de que é possível avançar%2C estabelecer novos mercados.
Alckmin também declarou que o momento atual é "muito especial" e ressaltou a importância da parceria. "Não há ninguém mais próximo da Europa do que a América Latina", completou.
O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, assegurou a pretensão do Brasil em firmar a parceria, que definiu como fundamental. Ele defendeu que o acordo seja selado "o mais rápido possível" e a conclusão ainda este ano. Sem mencionar a França, Rebelo também disse que o bloco europeu "não pode perder a oportunidade" por conta da visão de um dos países da formação.
Em 13 de junho, a Assembleia Nacional da França aprovou, por 281 votos a favor e 58 contra, uma resolução contrária ao acordo do Mercosul com a União Europeia. O entendimento da maioria dos deputados foi que a atual redação do tratado fere o acordo de Paris sobre o clima e não atende a normas sanitárias e ambientais da União Europeia para a entrada de produtos agrícolas.














