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Alcolumbre reúne líderes para destravar PEC do fim da escala 6x1 no Senado

Aliados do Planalto querem avanço ainda neste semestre, enquanto oposição questiona timing da pauta

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Davi Alcolumbre convoca reunião com líderes partidários para discutir a PEC que visa acabar com a escala 6x1.
  • A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados, está parada no Senado e prevê redução da jornada de trabalho e mais dias de descanso.
  • O governo busca avançar com a PEC antes do recesso legislativo, enquanto a oposição critica o timing político.
  • A aprovação da PEC é considerada estratégica para o governo Lula, que pretende explorar o tema nas eleições.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

PEC deve passar ao menos pela CCJ antes de ser levada ao plenário do Senado Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 04.02.2026

Enquanto aliados do Planalto defendem o avanço do texto da escala 6x1 ainda neste semestre, opositores avaliam que a pauta tem sido usada com objeto eleitoral. Em meio ao impasse, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), convocou para esta quarta-feira (1º) uma reunião com líderes partidários para discutir os próximos passos da proposta.

A reunião de líderes é considerada um encontro de praxe no Senado e na Câmara dos Deputados e serve para alinhar as matérias que devem ter tramitação prioritária.

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A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio e está parada no Senado há pouco mais de um mês. O texto prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, a garantia de dois dias de descanso por semana e uma transição gradual das novas regras ao longo de 14 meses.

Em entrevista ao R7, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), relator da proposta na Câmara, afirmou que a expectativa é positiva para o avanço da pauta.

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“A expectativa é positiva. É uma pauta que tem cerca de 80% de aprovação popular. Tenho certeza de que o presidente Davi quer destravar esse debate. Ele é uma pessoa sensível e acredito que vai permitir o avanço da proposta. O ideal é que o texto seja aprovado pela CCJ ainda neste semestre e, posteriormente, pelo plenário antes das eleições”, afirmou.

Já o senador Rogério Marinho (PL-RN) faz críticas à proposta e ao timing político da discussão.

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“Todos nós queremos que as pessoas tenham melhor qualidade de vida. O debate sobre a redução da jornada é extremamente saudável. Mas o que o governo propõe não encontra paralelo em outros países. O que importa ao governo é ganhar as eleições”, disse.

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Próximos passos

No Senado, a expectativa do Palácio do Planalto é pressionar pelo avanço da proposta antes do recesso legislativo. Para isso, a nova líder do governo na Casa, a senadora Teresa Leitão (PT-PE), também deve participar das negociações.

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Apesar disso, a oposição e parte dos senadores avaliam que a votação pode ficar para depois da pausa parlamentar.

Além de Teresa Leitão, também foram convidados para as discussões os senadores Paulo Paim (PT-RS) e os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP).

Paulo Paim é autor da PEC 148/2015, que propõe a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas. A proposta está pronta para análise em plenário e pode ser apensada ao texto aprovado pela Câmara.

Caminho no Senado

Apesar da forte pressão popular, a tendência é que a PEC passe ao menos pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) antes de ser levada ao plenário. Alcolumbre já sinalizou que, por se tratar de uma proposta de grande impacto, a análise em comissão será necessária.

O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ, é favorável ao fim da escala 6x1 e deve trabalhar para acelerar a tramitação.

Ainda não há definição sobre quem será escolhido para relatar a proposta no Senado. Nos bastidores, o nome do ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), é visto como uma possibilidade.

Até o momento, a única etapa oficialmente marcada é uma sessão de debates prevista para esta quarta-feira (1º), com foco nos impactos sociais, econômicos e produtivos da redução da jornada de trabalho.

A expectativa inicial do governo era levar a proposta ao plenário — onde precisará ser aprovada em dois turnos — antes do recesso parlamentar, previsto para 17 de julho. A aprovação da PEC é considerada estratégica para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pretende explorar o tema no debate eleitoral.

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