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Ao decretar prisão domiciliar de Bolsonaro, Moraes diz de novo que ‘Justiça é cega, mas não é tola’

Ministro afirma ainda que Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes decreta prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por violações judiciais.
  • Moraes afirma que a Justiça não permitirá impunidade a réus com poder político e econômico.
  • Bolsonaro é acusado de obstruir investigações e incitar ataques ao STF por meio de aliados.
  • Desrespeito às determinações inclui uso de redes sociais e discursos políticos incentivadores.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Moraes: 'réu que descumpre medidas pela segunda vez deve sofrer as consequências' ESTADÃO CONTEÚDO

O ministro Alexandre de Moraes determinou, nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro diante de repetidas violações das determinações judiciais impostas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Na decisão, Moraes voltou a dizer que a Justiça é cega, mas não é tola e que a Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico.

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“A Justiça é igual para todos. O réu que descumpre deliberadamente as medidas cautelares pela segunda vez deve sofrer as consequências legais“, ressaltou.

Apesar das determinações, Jair Bolsonaro foi citado em transmissões feitas por aliados — como os parlamentares Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira —, nas quais discursou contra o STF, mencionou apoio internacional e defendeu manifestações com teor político.

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Moraes cita que Bolsonaro usou redes sociais de aliados, de seus três filhos parlamentares, para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.

O ministro classificou as ações como “continuação de práticas ilícitas” e destacou o uso de conteúdo pré-produzido para incitar apoiadores, pressionar instituições e estimular intervenção externa em assuntos internos, afrontando diretamente a soberania nacional.

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A decisão aponta ainda conduta “deliberada e consciente” do ex-presidente para obstruir investigações, coagir autoridades e desrespeitar a Justiça.

Leia mais

Primeiras restrições

As transmissões feitas por aliados, nas quais o ex-presidente Bolsonaro aparece, ocorreram mesmo após advertências claras de que entrevistas, discursos ou vídeos veiculados por terceiros também configurariam descumprimento das medidas cautelares.

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As primeiras cautelares, impostas em julho, incluíam tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e, nos fins de semana, proibição de acesso a embaixadas e uso de redes sociais.

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