Pesquisa aponta domínio de Flávio nas redes após classificação de PCC e CV como terroristas
No mesmo intervalo, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro registrou 59.654 menções
Brasília|Do R7
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Pesquisa divulgada a partir do índice Pulse neste domingo (31) sobre o desempenho nas redes sociais de pré-candidatos às eleições presidenciais aponta uma “incompatibilidade” com o volume de menções ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
O levantamento foi feito entre o sábado (30) e a manhã deste domingo. Segundo a amostra, o período foi “absolutamente dominado” pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que teve um encontro na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, dias antes do anúncio do governo americano sobre as facções brasileiras.
Apesar de Lula ser um dos centros do debate, o monitoramento registrou zero menções ao petista no período. Para efeito de comparação, no mesmo intervalo, Flávio registrou 59.654 menções, com um pico de 3.938 menções em uma única hora registrado no sábado.
“Zero menções em 26 horas é incompatível com o contexto: o presidente foi tema central do discurso de Flávio, Haddad comentou em nome do governo, e pesquisas com Lula foram publicadas”, diz a pesquisa.
Na divulgação, o instituto recomenda a verificação do termo configurado no V-Tracker, para confirmar se existe a captura de variações (“Lula”, “Presidente Lula”, “Luiz Inácio Lula da Silva”, “PT presidente”).
O domínio do nome do senador nas redes sociais foi marcado por uma cronologia que começa pela reunião do político com Trump na Casa Branca.
O assunto ganhou novas repercussões após Flávio comentar que pediu a Trump que classificasse PCC e CV como organizações terroristas.
Dois dias depois, a gestão Trump anunciou que as organizações serão classificadas como terroristas, medida que passa a valer em 5 de junho.
Recomendações
Além da correção do monitoramento de Lula, a organização recomenda o acompanhamento da narrativa envolvendo os Estados Unidos e a classificação do PCC e CV.
As outras sugestões envolvem o cenário político interno, entre elas a aliança Caiado-Zema para a corrida presidencial. Segundo a pesquisa, se confirmada formalmente, muda o quadro do campo de centro-direita e pode alterar significativamente o cenário de segundo turno.
O posicionamento do pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, também deve ser monitorado. A justificativa seria que o distanciamento da direita tradicional pode ser estratégia ou sinal de fragmentação do campo.
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