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Ao sancionar monitoração eletrônica de agressores, Lula diz que é preciso ‘criar um novo ser humano’

Em discurso, presidente afirma que legislação de proteção às mulheres deve ser acompanhada da construção de uma nova mentalidade para os homens

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente Lula sancionou a lei de monitoração eletrônica de agressores em Brasília.
  • Ele ressaltou a necessidade de mudanças na mentalidade masculina para enfrentar a violência contra mulheres.
  • Lula destacou a importância de lidar com preconceitos e educar para criar uma nova mentalidade sobre as relações humanas.
  • O presidente também abordou a proteção de jovens contra conteúdos nocivos nas redes sociais como um desafio significativo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nesta quinta-feira (9), em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei de monitoração eletrônica de agressores em caso de violência doméstica. Durante a assinatura da medida, o político discursou sobre as conquistas alcançadas para garantir a segurança das mulheres no Brasil e os desafios que persistem.

“Essa questão da violência contra a mulher, qualquer espécie de violência, a gente não resolve esse problema no curto prazo de tempo. É uma questão milenar. O homem achar que ele é dono da mulher. Ele achar que ele é mais forte do que a mulher. Ele achar que ele pode tudo mais do que a mulher. E está provado que toda lei que a gente faz, ela corrige em determinados momentos algumas coisas, mas os violentos encontram sempre um jeito de burlar aquilo que é feito”, disse.


“Eu estou convencido que, se a gente não levar essa questão do preconceito e todo e qualquer tipo de preconceito e de toda violência contra quem quer que seja, na perspectiva de criar um novo ser humano na educação, nos meios de comunicação, nas redes digitais, se isso não for levado a sério, a gente não resolve esse problema no curto prazo. Poderemos continuar fazendo todas as leis que a gente vai percebendo que é preciso fazer. Mas, se a gente não cuidar da causa, a gente não vai resolver esse problema. A mulher sempre estará à mercê de alguém que não cumpre nenhuma regra de civilidade para sua sobrevivência no meio ambiente em que ele mora. O desafio para nós é muito sério”, completou.

Em seguida, o presidente ainda abordou as dificuldades de proteger jovens de conteúdos nocivos nas redes sociais.


“Hoje não tem regras. Um adolescente está dentro de um quarto com a porta fechada, olhando para o celular. Quem sabe o que ele está vendo? O que ele está escrevendo? [...] Se a gente não obrigar as plataformas a cuidar disso, não é pai nem mãe que vão conseguir cuidar. [...] O nosso desafio é muito grande”, declarou Lula.

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