Após apreensão de arma, PM diz a Moraes que carros do GSI não são vistoriados na casa de Bolsonaro
Durante blitz, policiais acharam uma pistola com um militar do GSI, que alegou levar o objeto para conserto a pedido do ex-presidente
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Em documento enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) informou que os veículos utilizados por agentes do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) não passam por vistoria quando estão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O esclarecimento, assinado pelo Coronel Claudio José de Barros, comandante de Policiamento Especializado da PMDF, ocorre após apreensão de arma de fogo em uma blitz realizada na manhã desta terça-feira (16), em Taguatinga, no Distrito Federal.
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Na ocasião, a polícia encontrou uma pistola de calibre 9 mm no carro de um militar, que se identificou como sargento do GSI. Ele afirmou aos policiais que a arma pertencia a Bolsonaro e que havia recebido autorização para levá-la a um conserto.
Após a apreensão, o ministro Alexandre de Moraes deu o prazo de 24 horas para a defesa do ex-presidente explicar a arma apreendida.
Controle e revistas
De acordo com o relatório da PM, os carros oficiais do GSI não sofrem inspeção porque não adentram o perímetro interno do imóvel.
“Estes não adentram a garagem ou área interna da residência, permanecendo estacionados em via pública durante a execução do serviço, razão pela qual não são submetidos a vistorias”, justificou o coronel no documento.
Por outro lado, a PM reforçou que o controle sobre os demais veículos que saem da residência é rigoroso para garantir o cumprimento das medidas impostas pelo STF.
Nesses casos, os policiais realizam vistorias completas, inspecionando volumes, mochilas e bolsas. Todos os dados de movimentação, como placas, horários e identidade de condutores e passageiros, são documentados.
O comandante informou ainda que todas as visitas autorizadas judicialmente passam por revista e são obrigadas a deixar aparelhos celulares e eletrônicos retidos sob a guarda da PM. A mesma regra de retenção de telefones é aplicada aos próprios agentes do GSI enquanto estão em serviço no local.
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