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Em julgamento, Moraes reage a publicações de Eduardo Bolsonaro

Primeira Turma do STF começou a julgar nesta terça-feira (16) se condena o ex-deputado federal por coação

Brasília|Gabriela Coelho e Mariana Saraiva. do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes reage a publicações de Eduardo Bolsonaro, classificando-as como ataques às instituições democráticas.
  • Postagens nas redes sociais são vistas como tentativa de deslegitimar o Poder Judiciário, extrapolando a imunidade parlamentar.
  • STF julga se condena Eduardo Bolsonaro por coação e uso de influência política para sanções contra o Brasil e ministros.
  • Moraes cita divulgação de documentos sigilosos como parte de atos criminosos para favorecer Jair Bolsonaro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ex-parlamentar é réu por ter utilizado sua influência política nos EUA para articular sanções Câmara dos Deputados/Arquivo

Durante julgamento nesta terça-feira (16), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), reagiu duramente às publicações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nas redes sociais, classificando as postagens como ataques deliberados e sistemáticos para deslegitimar as instituições democráticas.

O magistrado destacou que a utilização de plataformas digitais para propagar desinformação, inflamar apoiadores e atacar membros do Poder Judiciário extrapola os limites da imunidade parlamentar, configurando uma conduta ilícita que visa obstruir a Justiça e afrontar a dignidade da Corte.


“Nós vamos brincar que ele pode reiterar e brincar nas redes sociais e não pode ser processado? Ele deu diversas entrevistas e reitera atividades criminosas. Ele mesmo mostra que tem conhecimento e que acompanha todo o julgamento”, destacou Moraes.

Leia Mais

Processo por coação

A Primeira Turma do STF começou a julgar nesta terça se condena o ex-deputado federal por coação no curso do processo.


O ex-parlamentar é réu por ter utilizado sua influência política nos Estados Unidos para articular sanções internacionais e retaliações econômicas contra o Brasil e ministros do Supremo.

Segundo Moraes, a atuação de Eduardo nos EUA configurou atos executórios de crimes, inclusive com a revelação de documentos sigilosos da justiça brasileira.


“As condutas não se inserem em um contexto genérico de livre manifestação do pensamento ou de liberdade de expressão, como alegou a defesa. Tratam-se, segundo a acusação, de atos criminosos. Havia documentos, inclusive sigilosos, que foram traduzidos e divulgados com o objetivo de favorecer Jair Bolsonaro”, afirmou Moraes.

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