Após briga com Eduardo, Michelle elogia Nikolas por articulação com Alcolumbre
Ex-primeira dama agradeceu a deputado mineiro por articular pela votação de veto ao projeto de lei da dosimetria no Senado Federal
Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) voltou a compartilhar nas mídias sociais postagens do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), nesta quinta-feira (9), após atrito do parlamentar com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Ela publicou um vídeo do parlamentar no qual agradece ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por pautar para o próximo dia 30 a votação sobre o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria.
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No vídeo, Nikolas afirma que Alcolumbre teria cedido a um pedido do deputado federal para que agendasse a análise do veto no Congresso. Se o veto for derrubado, a proposta vai beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Que Deus te abençoe. Grande Nikolas”, escreveu Michelle.
O projeto prevê a redução das penas impostas a Bolsonaro e a outros réus condenados pela tentativa de golpe após as eleições de 2022 e pelos atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023. O ex-presidente acabou condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e três meses de prisão.
Embate em família
Na semana passada, Nikolas Ferreira e Eduardo Bolsonaro trocaram ataques publicamente. A briga entre os dois chegou ao ápice no último sábado (4), quando o ex-deputado publicou um longo texto no qual respondeu a um comentário irônico do mineiro. “Risinho de deboche para mim, Nikolas? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família”, escreveu o filho de Jair Bolsonaro.
Nesse dia, Michelle compartilhou nas mídias sociais um vídeo em que Nikolas comenta sobre o filme A Paixão de Cristo, dirigido por Mel Gibson. Alguns dias depois, na quarta-feira (8), Eduardo disse que não poderia “aceitar ser humilhado” pelo deputado federal. E, em outro longo texto, o filho “03” de Jair Bolsonaro disse ter mérito por impulsionar o mineiro dentro do PL (Partido Liberal) e do cenário político.
Redução das penas de condenados
Em 17 de dezembro do ano passado, o Senado aprovou o projeto de lei que propõe a redução das penas aplicadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a Bolsonaro e a outros condenados pela tentativa de golpe de Estado e pela destruição em Brasília, no início de 2023.
Com a aprovação desse projeto, Bolsonaro teria a pena reduzida para 20 anos, com diminuição do tempo em regime fechado para dois anos e quatro meses. No entanto, em 8 de janeiro último, três anos após os atos antidemocráticos na capital federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veto integralmente o projeto aprovado pelo Congresso Nacional.
“Oito de janeiro está marcado pela história como o dia da vitória de nossa democracia. Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular expressa nas urnas, os que sempre defenderam a ditadura, a tortura e o extermínio de adversários, e que pretendiam submeter o Brasil a um regime de exceção”, declarou Lula na ocasião.
Proposto por parlamentares da oposição, o projeto de lei da dosimetria altera a forma como serão calculadas as penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito. Pelo texto, quando a tentativa de abolição dele e quando o crime de golpe de Estado for cometido dentro do mesmo contexto, deixaria de haver soma das penas. Nessa situação, passaria a prevalecer a punição mais severa.
A proposta tem como eixo central a revisão da dosimetria penal, com mudanças nos patamares mínimo e máximo previstos para cada tipo de crime e na metodologia geral de cálculo das punições. O texto também prevê o encurtamento dos prazos para progressão do regime de cumprimento previsto na condenação e facilitaria a passagem do sistema fechado para o semiaberto ou aberto.
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