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Após pedido de ministro, Câmara deve adiar votação de projeto sobre trabalho por apps

Votação estava marcada para esta terça (14) em comissão especial

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Deputado Augusto Coutinho pede ao presidente da Câmara dos Deputados a retirada do projeto de regulamentação do trabalho por aplicativos.
  • A votação estava marcada para esta terça-feira (14) em comissão especial.
  • Pedido atende demanda do novo ministro José Guimarães, visando preservar a qualidade técnica do texto.
  • Relator destaca a inclusão de direitos para trabalhadores, como transparência, segurança social e isenção de impostos.

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Pedido atende à demanda do novo ministro José Guimarães por vigor técnico Fernando Frazão/Agência Brasil - Arquivo

O deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos-PE), relator da regulamentação do trabalho por meio de aplicativos, comunicou que vai pedir ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a retirada do projeto da pauta. A votação estava prevista para esta terça-feira (14) em comissão especial.

Em nota, nessa segunda-feira (13), Coutinho disse que o pedido partiu do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais do governo, José Guimarães (PT-CE), que até semana passada atuava como líder do governo na Câmara.


Segundo o relator, a decisão busca “preservar o mérito técnico do texto, construído mediante diálogo com trabalhadores, plataformas, governo, Justiça do Trabalho, academia e especialistas desde 2025”. O deputado também defendeu o parecer que apresentou.

“Apresentamos um relatório inovador, propondo a criação de uma nova categoria e garantindo uma série de direitos reivindicados há anos pelos profissionais: transparência algorítmica, seguridade social, repasses integrais de gorjeta, seguro de vida e acidentes, valor mínimo de remuneração para entregadores, retenção máxima da plataforma e até isenção de imposto para aquisição de veículos”, escreveu.


O parlamentar acrescentou: “Tivemos sempre o cuidado de não aumentar o preço ao consumidor, não onerar a previdência e nem inviabilizar o ambiente de negócios no país, pois os aplicativos estão inseridos nas nossas vidas e nós gostamos do serviço”.

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