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Defesa de Valdemar Costa Neto pede para adiar depoimento sobre emendas previsto para hoje

Presidente do PL (Partido Liberal) teria indicado emendas sem ter mandato; defesa diz não ter tido acesso aos autos

Natália Martins|Natália MartinsOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal esperava ouvir o depoimento de Valdemar Costa Neto sobre R$ 119 milhões em emendas parlamentares.
  • O depoimento foi adiado após a defesa alegar falta de acesso completo aos autos pelo STF.
  • Valdemar é suspeito de direcionar emendas de forma irregular, sem ter mandato, e teve seus bens bloqueados.
  • Ele nega envolvimento, afirmando que a responsabilidade é dos parlamentares ou líderes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Defesa de Valdemar alegaram que o STF não teria dado acesso completo aos autos Marcello Casal Jr/Agência Brasil - Arquivo

A PF (Polícia Federal) esperava ouvir hoje o depoimento do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sobre o direcionamento de R$ 119 milhões em emendas parlamentares.

Mas o politico é o segundo a ter o depoimento adiado nesta segunda-feira (3). O banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, também teve o depoimento previamente agendado para hoje cancelado, após a defesa dele enviar explicações por escrito.


Os advogados de Valdemar alegaram que o STF (Supremo Tribunal Federal) não teria dado acesso completo aos autos.

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O presidente do PL é suspeito de determinar o destino de emendas parlamentares de forma irregular, já que não tem mandato. As investigações tiveram inicio em 2025, e foram conhecidas em dezembro, quando a PF realizou a operação Transparência, para apurar fraudes na destinação de emendas e descumprimento das regras de transparência e rastreabilidade fixadas pelo STF.


Na decisão que autorizou operação, o ministro Flávio Dino, afirmou que Valdemar teria indicado ao menos 21 emendas parlamentares no valor total de R$119 milhões e determinou o bloqueio de bens de Costa Neto neste valor.

As apurações apontaram ainda que o presidente do PL teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados para direcionar verbas públicas através de registros fraudulentos.


Valdemar nega que tenha feito qualquer repasse de emenda e afirma que essa é uma competência dos parlamentares ou dos líderes.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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