Câncer de mama: Saúde diz que reduziu tempo de análise de biópsia de 15 para 4 dias
Ainda este ano, SUS oferecerá acesso a teste genético de alta precisão capaz de identificar mutações hereditárias
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O Ministério da Saúde reduziu, em algumas unidades da federação, o tempo de análise de biópsias de câncer de mama de 15 para 4 dias. A informação foi dada ao R7 Planalto em nota oficial da pasta.
O Ministério ainda acrescentou que deve começar a oferecer, ainda este ano, um teste genético de alta precisão capaz de identificar mutações hereditárias ligadas à doença, que identifica mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 e indica predisposição hereditária aumentada à doença. Após fazer esse teste, a atriz americana Angelina Jolie descobriu ser portadora da mutação no BRCA1 e fez uma mastectomia preventiva.
O posicionamento da pasta ocorre após a coluna divulgar os dados de que metade das mulheres espera mais de dois meses para iniciar o tratamento contra o câncer de mama depois de diagnosticadas. Em nota, o ministério garantiu que vem “ampliando as ações de enfrentamento ao câncer de mama no SUS”.
“Na etapa de diagnóstico, foram realizadas no ano passado 4 milhões de mamografias pelo SUS, com ampliação da faixa etária de quem pode fazer o exame para 40 a 74 anos. Segundo a pesquisa Vigitel de 2025, 92% das mulheres de 50 a 59 anos afirmaram ter realizado mamografia”, disse.
“Em 2025 e 2024, o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) investiu R$ 26,16 milhões em equipamentos para realização de biópsias guiadas por imagem (mais precisas e menos dolorosas) e R$ 6,85 milhões na aquisição de mamógrafos. Com esses investimentos, o SUS passa a dispor de 3.305 mamógrafos, suficientes para a realização dos exames em todas as regiões. A pasta também criou, no ano passado, o Super Centro Brasil de Diagnóstico para o Câncer, com capacidade para realizar 400 mil exames anualmente”, detalhou.
Outras ações envolvem o Programa Agora Tem Especialistas, que com 93 Carretas de Saúde, conseguiram zerar as filas de exames de imagem, oncológicos e oftalmologia em 40 regiões de saúde. “No total, as carretas já realizaram mais de 787 mil procedimentos. O maior mutirão da história voltado a saúde da mulher registrou 230 mil atendimentos em um fim de semana, mobilizando mais de 200 hospitais públicos e filantrópicos”, explicou.
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Na esteira de ações da pasta comandada por Alexandre Padilha, está também a oferta do medicamento trastuzumabe entansina, que pode reduzir em até 50% a mortalidade por câncer de mama (do tipo HER2 positivo).
“O Ministério da Saúde também regulamentou a Assistência Farmacêutica Oncológica, que vai viabilizar a oferta de 23 novas tecnologias para o tratamento do câncer, incluindo o abemaciclibe, indicado para alguns casos de câncer de mama. Os novos tratamentos contarão com investimentos federais de R$ 2,2 bilhões”, informou.
“Desde 2023, o SUS já comprou 155 novos aceleradores lineares (equipamentos utilizados nas sessões de radioterapia). Esses equipamentos permitiram a inauguração de novos centros de radioterapia em 12 unidades federativas. Das soluções previstas no Plano de Expansão da Radioterapia no SUS, 86 já estão em funcionamento. A previsão é que todas as soluções sejam concluídas até o fim de 2026”, explica.
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