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Após ser barrado, deputado vai pedir autorização para visitar presas pelos atos de 8 de janeiro

Sanderson (PL-RS) estava acompanhado de Hélio Lopes (PL-RJ) quando foi impedido de entrar no presídio da Colmeia

Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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Deputado federal Sanderson (PL-RS) na tribuna da Câmara
Deputado federal Sanderson (PL-RS) na tribuna da Câmara

O deputado federal Sanderson (PL-RS) deve pedir nesta quinta-feira (2) autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para visitar as presas pelos atos de vandalismo registrados em 8 de janeiro, em Brasília. Na última segunda-feira (27), o parlamentar foi barrado ao tentar entrar na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, onde estão as mulheres detidas pelos atos.

Na ocasião, o deputado foi impedido de entrar no local por um policial, que informou que a entrada estava autorizada apenas com aval de Moraes. Sanderson estava acompanhado do também deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ). Ambos foram vice-líderes do ex-presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional.


Parlamentares ligados a Bolsonaro dizem estar preocupados com a situação carcerária dos presos. Em 8 de janeiro, extremistas furaram bloqueio da Polícia Militar do Distrito Federal e invadiram as sedes dos Três Poderes, na capital federal, deixando rastros de destruição.

Atualmente, há uma portaria da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal que autoriza visita aos presos em razão dos atos extremistas. O texto continua válido, segundo Moraes. No entanto, há situações em que a mais alta Corte do país precisa autorizar a entrada.


Nessa quarta-feira (1º), Moraes autorizou a entrada no presídio do senador Magno Malta (PL-ES) e da deputada federal Julia Zanatta (PL-SC). "Diante do exposto, defiro os requerimentos formulados pelos parlamentares e autorizo, em caráter estritamente pessoal, sob nenhum pretexto ou condição, a terceiros acompanhantes, a visita única e individual, na Penitenciária Feminina do Distrito Federal", diz trecho da decisão.

Liberados

Cerca de 1.500 pessoas foram presas pelos atos extremistas de 8 de janeiro. Até o momento, Moraes já mandou soltar 173 detidos. Os envolvidos terão de se apresentar em 24 horas na comarca do local onde residem. Atualmente, 767 pessoas continuam presas, e 639 foram liberadas para responder em liberdade, com medidas cautelares.

O ministro determinou ainda que todos usem tornozeleira eletrônica e que estão proibidos de usar redes sociais e de se comunicar, por qualquer meio, com os demais envolvidos nos atos.

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