Associações de juízes pedem ao STF mais tempo para novas regras sobre penduricalhos
Segundo entidades, tribunais enfrentam dificuldade para compreender e operacionalizar a decisão que limita verbas extras
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A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e outras associações de juízes apresentaram ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de prazo maior para a aplicação das regras que limitam os “penduricalhos”, como as verbas indenizatórias pagas a membros do Judiciário e do Ministério Público.
Segundo o documento, os tribunais enfrentam dificuldade de compreender a decisão e operacionalizar o cumprimento dela.
“Considerando que vários tribunais estão para ‘fechar’ a elaboração da folha de pagamento de seus membros e servidores, alguns já devem até ter concluído esse procedimento, revela-se urgente a apreciação e deferimento do pedido, para permitir que as folhas de pagamento sejam elaboradas ainda sem a obrigatoriedade”, disseram as associações.
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No dia 25 de março, o Supremo decidiu limitar o pagamento dos chamados penduricalhos a membros do Judiciário e Ministério Público em todo o país a 35% do teto constitucional — o equivalente ao salário de um ministro do STF (R$ 46.366,19 atualmente).
Dessa forma, essas carreiras do serviço público só poderão receber até R$ 16.228,16 em verbas extras. A proposta prevê uma economia de R$ 7,3 bilhões por ano.
Penduricalhos são benefícios concedidos a servidores públicos que, somados ao salário, não cumprem teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.
Entre as vantagens que poderão ser pagas, estão o adicional por tempo de serviço, diárias, indenizações por férias não gozadas, gratificações por acúmulo de jurisdição.
Caberá ao CNJ e ao CNMP a elaboração de uma resolução conjunta para padronizar quais parcelas podem ser pagas acima do teto, conforme as balizas definidas pelo Supremo.
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