‘Senado é soberano’: Messias reage a rejeição histórica ao STF e diz que ‘não acaba aqui’
Advogado-geral da União foi reprovado no plenário por 42 votos a 34
Brasília|Do R7
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O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse, nesta quarta-feira (29), que está tranquilo com a decisão da maioria do Senado que rejeitou a sua indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas que não é fácil passar por uma reprovação como essa.
“Falei a verdade, falei o que penso, falei o que sinto, demonstrei o que sinto. Agora, a vida é assim, gente. Tem dias de vitórias e tem dias de derrotas. Nós temos que aceitar. O Senado é soberano. O plenário do Senado é soberano”, afirmou Messias em entrevista a jornalistas.
O chefe da AGU passou mais de oito horas em sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e foi aprovado por 16 a 11 após questionamentos dos senadores. Mas no plenário, onde precisava de ao menos 41 votos para a aprovação, obteve apenas 34 e não passou pelo crivo do parlamento.
De acordo com Messias, a derrota faz parte do processo democrático. “Eu acho que hoje nós estamos diante de um processo que tem um grande significado. Não é simples para alguém com a minha trajetória passar por uma reprovação. Mas eu quero dizer para vocês algo muito importante. Eu aprendi que a minha vida está nas mãos de Deus. E Deus sabe de todas as coisas”, comentou.
Ele ainda agradeceu todos os votos recebidos e ressaltou que trabalhou muito durante os últimos cinco meses, conversando com 78 dos 81 senadores.
“Sei que a minha história não acaba aqui. Eu tenho 46 anos, tenho história, tenho currículo, tenho uma vida limpa. Passei cinco meses por um processo de desconstrução da minha imagem”, completou.
Antes, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, disse que Messias atendia a todos os requisitos para o cargo no Supremo e disse que cabe ao Senado explicar as razões dessa reprovação.
“Foi uma exposição como poucas pelo seu comportamento e, sobretudo, pelos compromissos que você tem. Em nome do governo do presidente Lula, nós queremos saudá-lo nesse momento e dizer que aceitamos a decisão do Senado”, disse.
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