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Banco do Brasil pede mais prazo para fornecer movimentações bancárias de condenado por bomba

Requerimento aprovado pela CPMI pede a liberação dos dados que podem revelar se George Washington recebeu apoio financeiro

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília

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Sousa teve o sigilo bancário quebrado
Sousa teve o sigilo bancário quebrado

O Banco do Brasil pediu mais tempo para enviar à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro os dados das movimentações bancárias de George Washington de Oliveira Sousa, condenado a nove anos e quatro meses de prisão por ter tentado detonar uma bomba e explodir um caminhão-tanque nas proximidades do aeroporto de Brasília na véspera do Natal do ano passado. O artefato chegou a ser acionado, mas não estourou por falhas técnicas.

A instituição financeira pediu 30 dias corridos para fornecer as informações, alegando ter adotado todas as medidas necessárias para atender à cobrança. "Todavia, o prazo estipulado para a entrega do material revela-se insuficiente, considerando a complexidade na elaboração dos arquivos, que exige um período maior para sua confecção em virtude dos prazos estabelecidos pelo Banco Central do Brasil para a troca das informações eletrônicas do Sistema de Compensação entre as Instituições Financeiras", diz documento do banco. 


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A CPMI quer, a partir dos dados, entender se George Washington recebeu ajuda financeira para se manter em Brasília durante as manifestações em frente ao quartel-gerenal do Exército e para arquitetar o plano de detonar uma bomba em Brasília. Morador do Pará, o condenado atua como empresário e dirigiu até a capital federal após o segundo turno das eleições com armas e bananas de dinamite no carro.

Segundo o requerimento para obter as quebras, "as informações e os documentos disponibilizados a esta Comissão Parlamentar Mista de Inquérito revelam que o senhor George Washington não tinha capacidade financeira para suportar as despesas de sua estadia em Brasília nem para adquirir o arsenal de que tinha posse ao ser preso, no dia 25 de dezembro de 2022". 


A relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), admite que há demora para o envio de informações. "Estão demorando bastante. Mas, com esse volume de requerimento que já foi aprovado, com toda certeza já teremos elementos no meio da CPMI", disse a senadora à reportagem, antes mesmo do pedido de extensão de prazo por parte do Banco do Brasil.

O banco também pediu mais prazo para a quebra de sigilo do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques.

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