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Banco Master: Fachin busca Moraes, Toffoli e ministros para tentar amenizar crise no STF

Presidente do Supremo procura demais integrantes da corte para diminuir desgaste institucional gerado pelo caso

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente do STF, Edson Fachin, busca diálogo com ministros para amenizar crise gerada pelo caso do Banco Master.
  • Investigações da PF revelaram supostas conexões de ministros com o dono do banco, Daniel Vorcaro, incluindo mensagens trocadas.
  • Ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli negam relações com Vorcaro, apesar de evidências de interações e contratos profissionais.
  • Toffoli foi pressionado a deixar a relatoria do caso para evitar maior desgaste institucional após descobertas da PF.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

DF - DIAS TOFFOLI/SESSÃO PLENÁRIA DO STF - POLÍTICA - Foto, Ministro Alexandre de Moraes e Ministro Dias Toffoli. Nesta quarta (4) ocorre a primeira sessão plenária do STF. O Ministro Dias Toffoli estava presente junto com a Ministra Cármen Lúcia relatora do código de conduta na Suprema Corte. 04/02/2026 - Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Moraes e Toffoli estavam na lista de contatos do dono do Master, Daniel Vorcaro Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo - 4.2.2026

Em meio a mais uma crise no STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente da corte, ministro Edson Fachin, tem conversado com outros ministros do tribunal sobre os desdobramentos do caso Master.

Nesta segunda-feira (9), o ministro se reuniu com o relator dos processos sobre o banco, ministro André Mendonça. Nos últimos dias, ele conversou com Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. As investigações da Polícia Federal sobre o caso revelaram menções e possíveis conexões indiretas dos ministros com o dono do Master, Daniel Vorcaro.


Segundo apurou o R7, Fachin tem falado com todos os integrantes do Supremo. Os encontros têm sido mais frequentes, inclusive em fins de semana. A ideia do presidente do STF é tentar amenizar o mal-estar na corte com a repercussão do caso.

Na semana passada, documentos obtidos a partir da perícia da PF no celular de Vorcaro vazaram para a imprensa. O material mostrou supostas interações entre o dono do Master e Moraes, além de menções a pessoas ligadas ao ministro. Os dois teriam trocado mensagens horas antes da primeira prisão do empresário, em novembro de 2025.


Além disso, o escritório de advocacia Barci de Moraes Sociedade de Advogados, liderado pela mulher de Moraes, Viviane Barci, manteve um contrato de consultoria e atuação jurídica com o Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.

No caso de Toffoli, a investigação da PF teria encontrado referências a operações envolvendo uma empresa associada à família do ministro que vendeu a participação no Resort Tayayá, no Paraná, a fundos ligados ao banco Master.


Ministros negam relação com Vorcaro

Ambos os ministros negam ter relação com Vorcaro. Moraes afirma que não recebeu nenhuma mensagem do banqueiro no dia da primeira prisão dele.

“No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, disse gabinete do ministro, em nota.


“A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes.”

Nesta segunda-feira, Viviane Barci divulgou nota à imprensa para negar qualquer troca de mensagens com Vorcaro. O posicionamento foi divulgado após reportagens mencionarem uma suposta mensagem enviada pelo empresário à advogada no dia da primeira prisão de Vorcaro relacionada à investigação.

Apesar disso, o escritório da mulher de Moraes reconheceu que houve contratação formal do Banco Master para serviços de consultoria jurídica entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. A defesa afirma que a atuação ocorreu no âmbito de análises técnicas e estratégicas relacionadas à governança e ao ambiente regulatório.

Toffoli foi afastado da investigação

O gabinete do ministro Dias Toffoli divulgou na última sexta-feira (6) um histórico das investigações sobre o Banco Master para demonstrar que ele não se omitiu enquanto era relator do caso.

O ministro deixou os processos após a PF encontrar no celular de Vorcaro mensagens citando o ministro.

Inicialmente, Toffoli não queria abdicar da função, mas se viu sem saída e acatou o apelo dos demais ministros da corte, que buscavam evitar o aprofundamento do desgaste institucional.

Sobre a negociação envolvendo um fundo ligado a Vorcaro, o ministro afirmou que a empresa da qual é sócio e que vendeu participação no resort é administrada por parentes, e que ele não participava da gestão do empreendimento nem das decisões comerciais.

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