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Quarta Instância

Banco Master: o motivo que levou Mendonça a mandar prender ex-presidente do BRB

A medida ocorreu em meio à nova fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de lavagem de dinheiro

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Mendonça disse na decisão que os investigados integram verdadeira organização criminosa Rosinei Coutinho/STF - 12.04.2025

O ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília), Paulo Henrique Costa, foi preso na manhã desta quinta-feira (16) pela PF (Polícia Federal), em Brasília. A decisão partiu do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A medida ocorreu em meio à nova fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de propina a agentes públicos.


No caso, foi apontado pela Polícia Federal que Paulo Henrique Costa tenha recebido ao menos seis imóveis de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — dois em Brasília e quatro em São Paulo. O valor ultrapassa R$ 140 milhões.

Além de Paulo Henrique Costa, o advogado Daniel Monteiro, que representou o Banco Master em negociações, foi preso durante a operação. Os policiais federais ainda cumpriram sete mandados de busca e apreensão, no Distrito Federal e em São Paulo.


Na decisão, Mendonça disse que, diante do grau de articulação dos investigados, da natureza documental do esquema e da possibilidade de influência sobre pessoas, mostram-se insuficientes para neutralizar os riscos concretos identificados.

“É precisamente nessa linha que se admite a prisão preventiva quando as medidas alternativas se mostram incapazes de resguardar a ordem econômica, a instrução criminal e a aplicação da lei penal”, disse.


Segundo Mendonça, os diálogos obtidos a partir dos dados extraídos dos aparelhos telefônicos dos investigados indicariam que, desde o início das operações, já se conheciam inconsistências relevantes nas carteiras ofertadas.

“Apesar disso, as aquisições teriam sido aceleradas, com sucessivas flexibilizações procedimentais e pressão para liquidação rápida, em aparente desprezo aos controles prudenciais”, disse.


Mendonça disse ainda que os investigados integram verdadeira organização criminosa constituída com fins de dilapidar o Sistema Financeiro Nacional e ocultar o proveito criminoso obtido por suas condutas ilícitas.

“A periculosidade social dos agentes e a gravidade em concreto das condutas restam demonstradas pela magnitude da lesão experimentada e na utilização de diferentes tipologias de lavagem com fins a ocultar a origem ilícita dos ativos movimentados”, afirmou.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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