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BC reduz Selic para 14% e mantém aberta continuidade do ciclo de queda dos juros

Corte de 0,25 ponto percentual é o quarto seguido, em um cenário de desaceleração da inflação e melhora das condições cambiais

Economia|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Banco Central reduziu a taxa Selic para 14%, marcando o quarto corte consecutivo em um cenário de desaceleração da inflação e melhora cambial.
  • O mercado financeiro já esperava a redução e prevê novos cortes nos próximos meses, com a Selic podendo chegar a 13,75% até 2026.
  • Apesar do cenário favorável, o Banco Central permanece atento a riscos internacionais, como tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros e tensões no Oriente Médio.
  • A Selic é crucial para controlar a inflação no Brasil, influenciando os custos de crédito e o consumo, impactando diretamente a economia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Redução de 0,25 ponto percentual reforça expectativa de novos cortes na Selic Lula Marques/Agência Brasil - 19.05.2026

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual. Com a decisão, a taxa básica de juros da economia passou de 14,25% para 14% ao ano.

Em comunicado, o Copom afirmou que a redução dos juros é compatível com a estratégia de levar a inflação de volta para a meta ao longo do horizonte relevante. O colegiado ressaltou que a decisão também contribui para suavizar as oscilações da atividade econômica e favorecer o pleno emprego.


Apesar do corte, o Banco Central sinalizou cautela para os próximos passos. Segundo o comitê, “a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações”, indicando que futuras reduções dependerão da evolução do cenário econômico e do comportamento da inflação.

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O Copom destacou ainda que o ambiente segue marcado por “significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados”, o que exige “serenidade e cautela na condução da política monetária”. Entre os fatores de preocupação, estão a política fiscal doméstica, o cenário externo e a possibilidade de choques sobre os preços de energia e alimentos.


Expectativa por novos cortes

A redução já era esperada pelo mercado financeiro, que agora projeta novos cortes ao longo dos próximos meses. Segundo o boletim Focus, divulgado na segunda-feira (3), a expectativa é de que a Selic encerre 2026 em 13,75%, com novas reduções previstas até 2027.

O Copom promoveu o quarto corte consecutivo dos juros, em um cenário marcado pela desaceleração da inflação e pela melhora das condições cambiais.


Em julho, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15), considerado a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,06%, resultado 0,35 ponto percentual inferior ao observado em junho (0,41%), segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Pelo sistema de metas contínuas, o CMN (Conselho Monetário Nacional) estabelece uma meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, o índice pode variar entre 1,5% e 4,5% sem que a meta seja considerada descumprida.


Apesar do cenário favorável para a continuidade do ciclo de cortes, o Banco Central segue atento aos riscos no cenário internacional. Entre eles estão as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e as tensões geopolíticas no Oriente Médio, fatores que podem pressionar a inflação e influenciar as próximas decisões de política monetária.

Os Estados Unidos passaram a aplicar tarifas sobre cerca de 4.000 produtos exportados pelo Brasil. Em alguns casos, a alíquota total pode chegar a 37,5%, sob a justificativa de supostas práticas comerciais desleais relacionadas a temas como comércio digital, trabalho forçado e desmatamento ilegal.

Já o conflito envolvendo o Irã mantém o mercado internacional atento à possibilidade de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Eventuais impactos sobre os preços da energia podem elevar a inflação global.

O que é a Selic?

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação.

Quando a Selic sobe, o crédito tende a ficar mais caro. Empréstimos, financiamentos e o rotativo do cartão de crédito passam a cobrar juros mais elevados, o que reduz o consumo, desestimula investimentos e ajuda a conter a inflação. Ainda assim, as taxas cobradas pelos bancos também dependem de fatores como inadimplência, custos operacionais e margem de lucro.

Quando a Selic cai, a tendência é de redução do custo do crédito, favorecendo o consumo das famílias, os investimentos das empresas e o crescimento da atividade econômica.

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