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Braga Netto pede acareação com Mauro Cid na ação penal por tentativa de golpe de Estado

Defesa do general aponta divergências em depoimentos dos militares

Brasília|Da Agência Brasil

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DF - TRAMA GOLPISTA/STF/AÇÃO PENAL/JULGAMENTO/BRAGA NETTO - POLÍTICA - O ex-ministro Chefe da Casa Civil e ex-vice-candidato à presidência da República na chapa de Jair Bolsonaro, General Braga Netto, que está preso, presta seu depoimento por vi­deoconferência ao ministro Alexandre de Moraes, em ação penal que julga a tentativa de golpe de estado, na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, nesta terça-feira, 10 de junho de 2025. 10/06/2025 - Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
Braga Netto foi interrogado pelo STF na semana passada WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO - 10.6.2025

A defesa do general Braga Netto pediu nesta segunda-feira (16) ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes a realização de uma acareação entre o militar e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

Uma acareação é um ato processual no qual duas ou mais pessoas são colocadas frente a frente para confrontar as versões que deram em depoimentos anteriores, quando há contradições relevantes entre elas.

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De acordo com os advogados, há divergências nos interrogatórios do general e de Cid que precisam ser analisadas com mais profundidade.

A defesa sustenta que ainda há pontos a serem explicados sobre as acusações de que Braga Netto discutiu o plano Punhal Verde e Amarelo, que teria sido pensado para matar autoridades, e que o ex-ajudante teria recebido dinheiro do general em uma sacola de vinho.

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“E não é demais explicitar que essa diligência complementar se mostra necessária para a devida apuração dos fatos, pois Mauro Cid não trouxe aos autos provas que corroborassem suas acusações em face do general Braga Netto”, afirmou a defesa.

Os advogados também requereram a suspensão da ação penal do golpe para que a defesa possa fazer a análise de todas as provas que estão no processo.

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Na semana passada, Braga Netto foi interrogado por Alexandre de Moraes e negou ter conhecimento do Punhal Verde Amarelo e de ter repassado a Mauro Cid dinheiro dentro de uma sacola de vinho para que fosse entregue a militares que faziam parte do esquadrão de elite do Exército, chamados de “kids pretos”.

O general está preso desde dezembro do ano passado sob a acusação de obstruir a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado e tentar obter detalhes dos depoimentos de delação de Cid.

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