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Cármen Lúcia rebate fala sobre fiscalização da Abin em eleições: ‘Urnas são de outro Poder’

Defesa do ex-diretor-geral da Abin argumentou que a agência teria brecha para ‘zelar’ pelo processo eleitoral

Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

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A ministra Cármen Lúcia que também é presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Rosinei Coutinho/STF - 25.3.2025

Durante o julgamento que pode tornar réu o ex-presidente Jair Bolsonaro réu, a ministra da 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, rebateu a argumentação do advogado do ex-diretor-geral da Abin e hoje deputado federal, Alexandre Ramagem (PL-RJ), sobre uma suposta atribuição da agência para “cuidar e zelar” pela segurança das urnas. “Vossa excelência [advogado de defesa de Ramagem] citou urnas, e urnas são de outro Poder”, afirmou a ministra, que também é presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Durante a sustentação oral da defesa, o advogado Paulo Renato Garcia Cintra Pinto afirmou que “apurar a confiabilidade e segurança das urnas se encontra dentro do papel da Abin, sem dúvida nenhuma, é um assunto pertinente a soberania nacional e a segurança do processo eletrônico de votação.” Cintra Pinto defendia que a criação de um grupo de trabalho na agência para tratar sobre as urnas não seria indicativo de uma suposta tentativa de alteração nos resultados eleitorais.

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Veja mais

A defesa do deputado federal afirmou que o esquema de monitoramento ilegal da agência foi investigado e criticado por Ramagem, e que o então diretor-geral não deu ordens para monitoramento.

VEJA AQUI TUDO SOBRE O JULGAMENTO

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Julgamento

Relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes iniciou a leitura do relatório às 9h48. No documento, ele detalhou os crimes atribuídos ao grupo, descreve os fatos criminosos, informa que determinou a notificação dos denunciados e menciona a retirada do sigilo da delação de Mauro Cid.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou novamente a favor do recebimento da denúncia contra Bolsonaro e os outros acusados. Na análise, ele afirmou que Bolsonaro e Braga Netto eram líderes do plano de golpe.

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Na sequência, as defesas dos oito denunciados fazem as sustentações orais.

Bolsonaro in loco

Bolsonaro chegou ao STF por volta das 9h30 para acompanhar o julgamento que vai decidir se ele se tornará réu no processo da suposta tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente cumprimentou algumas pessoas e se sentou na primeira fileira, de frente aos ministros. Durante a sessão, ele tuitou comparando seu caso com o jogo da Seleção Brasileira.

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O STF afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro não comunicou previamente a segurança da Corte sobre sua visita. A ausência de aviso prévio contraria o protocolo adotado para a entrada de autoridades no tribunal.

Alguns deputados do PL, partido do ex-presidente Bolsonaro, estão presentes, entre eles Zucco, Zé Trovão, Maurício do Vôlei, Evair de Melo, Paulo Bilynskyj, Mário Frias e Delegado Caveira.

Entenda o julgamento

O julgamento está previsto para ocorrer em três sessões: duas nesta terça-feira (25), às 9h30 e às 14h, e a terceira no dia 26, às 9h30. Se a denúncia for aceita, os denunciados viram réus. O tribunal aumentou o policiamento e vai restringir os acessos às dependências do local nos dias das sessões. Ontem e hoje houve uma varredura antibombas no local.

Assim que o julgamento começa, há a leitura de relatório pelo relator, ministro Alexandre de Moraes. Depois, a Procuradoria-Geral da República se manifesta por 30 minutos. Após a PGR, as defesas dos acusados têm 15 minutos cada para se manifestarem.

Costumeiramente, quando há mais de um réu, se concede um prazo maior para a PGR, no sentido de igualar as condições. Entretanto, isso não está no regimento, é uma deliberação do presidente.

Na sessão desta terça, haverá as sustentações orais das defesas e da Procuradoria-Geral da República. As outras duas sessões serão dedicadas aos votos dos ministros. Ainda não há previsão de pedido de vista que possa suspender e adiar o julgamento.

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