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Bolsonaro é ‘carta fora do baralho’, diz Simone Tebet

Ministra afirma que espera justiça e que confia nas decisões do STF; Corte começa a julgar denúncia contra ex-presidente nesta terça

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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Ministra Tebet afirmou que espera justiça e que confia nas decisões do STF Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse entender que o ex-presidente Jair Bolsonaro é “carta fora do baralho”. O STF (Supremo Tribunal Federal) começou a julgar nesta terça-feira (25) se aceita a denúncia para abrir ação penal contra o núcleo 1 da trama golpista, que inclui Bolsonaro e outros sete acusados. Ela participou do programa Bom Dia, Ministra, da EBC.

Segundo Tebet, se houve tentativa de golpe de Estado, “aqueles que realmente estiveram envolvidos têm que ser punidos”.

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“A meu ver, Bolsonaro é carta fora do baralho. É carta fora do baralho não só porque acredito que vá sofrer as penalidades da lei, mas carta fora do baralho porque também a sociedade hoje está cansada dessa polarização, mas especialmente percebeu o que ele fez no verão passado”, disse, citando o atraso na compra da vacina da Covid durante a pandemia como exemplo.

Tebet ainda disse que espera justiça e que confia nas decisões do STF, ainda que possam ser feitas críticas em relação a algum excesso.

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Veja o que já aconteceu no julgamento

No início, o presidente da 1ª Turma, o ministro Cristiano Zanin, explicou como será a dinâmica do julgamento:

  • Leitura do relatório por Alexandre de Moraes;
  • Sustentação da PGR (Procuradoria-Geral da República)
  • Defesas, com 15 minutos para cada advogado
  • Votação das preliminares

Relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes iniciou a leitura do relatório às 9h48. No documento, ele detalha os crimes atribuídos ao grupo, descreve os fatos criminosos, informa que determinou a notificação dos denunciados e menciona a retirada do sigilo da delação de Mauro Cid.

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou novamente a favor do recebimento da denúncia contra Bolsonaro e os outros acusados. Na análise, ele afirmou que Bolsonaro e Braga Netto eram líderes do plano de golpe.

Bolsonaro chegou ao STF por volta das 9h30 para acompanhar o julgamento que vai decidir se ele se tornará réu no processo da suposta tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente cumprimentou algumas pessoas e se sentou na primeira fileira, de frente aos ministros.

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O STF afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro não comunicou previamente a segurança da Corte sobre sua visita. A ausência de aviso prévio contraria o protocolo adotado para a entrada de autoridades no tribunal.

Alguns deputados do PL, partido do ex-presidente Bolsonaro, estão presentes, entre eles Zucco, Zé Trovão, Maurício do Vôlei, Evair de Melo, Paulo Bilynskyj, Mário Frias e Delegado Caveira.

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