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Carne bovina: Ministério da Agricultura desmente notícia incorreta sobre taxação da China

Em nota, pasta informou que sobretaxa de 55% somente será aplicada ao volume que exceder cota definida

Economia|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério da Agricultura desmentiu informações falsas sobre novas taxas da China às exportações brasileiras de carne bovina.
  • A China já havia anunciado uma tarifa de 55% para importações que excederem a cota estabelecida, mas isso não se aplica ao Brasil atualmente.
  • O Brasil tem uma cota de 1,106 milhão de toneladas até 2026, com 80% já utilizada, e exporta com tarifa de 12% dentro dessa cota.
  • A sobretaxa de 55% será aplicada apenas ao volume que exceder a cota, resultando em uma taxa total de 67% para o excedente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministério da Agricultura desmentiu nova taxação da China às importações de carnes brasileiras Marcello Casal Jr/Agência Brasil - Arquivo

O Ministério da Agricultura divulgou nota nesta quarta-feira (22) rebatendo informações falsas que circulam nas redes sociais a respeito de eventuais taxas impostas pela China às exportações do Brasil. “É falsa a informação de que a China teria imposto, neste mês, nova taxação às importações brasileiras de carnes”, diz a nota.

No texto, a pasta esclarece que, no fim do ano passado, o governo chinês já havia anunciado a decisão de aplicar uma tarifa de 55% sobre a carne bovina para as importações que ultrapassarem a cota estabelecida para cada país. A cota brasileira livre de taxação adicional é de 1,106 milhão de toneladas para 2026.


“No caso do Brasil, essa condição ainda não foi alcançada”, destaca o ministério, na nota. Dentro da cota, o Brasil segue exportando carne para a China com tarifa de 12%, “igualmente aplicada ao volume das cotas destinadas a outros países”, continua.

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A pasta acrescenta que, de acordo com a atualização mais recente e oficial do Mofcom (Ministério do Comércio da República Popular da China), 80% da cota destinada ao Brasil já foi utilizada.


“Ressalta-se que a sobretaxa de 55% somente será aplicada ao volume que exceder a cota definida para cada um dos países exportadores de carne bovina para a China”, pontua. Assim, esse volume excedente poderá ser taxado em 67% - 55% + 12%. Essa tarifa extra-cota incide sobre quaisquer países exportadores que ultrapassarem a cota definida para cada um deles pela China, já desde o fim do ano passado.

“Portanto, a publicação que circula nas redes sociais apresenta a informação de forma equivocada, pois não se trata de uma taxação específica sobre as vendas do Brasil para aquele país”, finaliza a pasta na nota.

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