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Caso Silvio Almeida: Anielle presta depoimento nesta quarta-feira sobre denúncia de assédio

No mês passado, a Polícia Federal enviou ao Supremo o relatório de uma apuração preliminar sobre o caso

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial
Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 10/10/2023

A ministra de Igualdade Racial, Anielle Franco, deve prestar depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (2), por supostamente ter sido vítima de assédio sexual por parte do ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. A informação foi confirmada pelo R7. O ministro foi denunciado por mulheres vítimas de suposta violência sexual. Um dia depois, ele foi demitido. Em 17 de setembro, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça autorizou a abertura de inquérito para investigar o ex-ministro.

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No mês passado, a Polícia Federal enviou ao Supremo o relatório de uma apuração preliminar sobre o caso. O documento tem o depoimento de uma suposta vítima de Almeida.

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As denúncias contra Silvio Almeida foram divulgadas pela organização “Me Too Brasil”, que atua na defesa de mulheres que foram vítimas de violência sexual. Segundo o movimento, as supostas vítimas autorizaram que as denúncias fossem divulgadas à imprensa. As identidades das mulheres foram mantidas em sigilo. A PF já encaminhou um ofício à ONG em busca de mais informações.

O movimento diz oferecer “suporte incondicional às vítimas, mesmo que isso envolva enfrentar grandes forças e influências associadas ao poder do acusado”. “A exposição de um suposto agressor poderoso pode encorajar outras vítimas a romperem o silêncio. Em muitos casos, o abuso não ocorre isoladamente, e a denúncia pode abrir caminho para que outras pessoas também busquem justiça”, acrescentou o Me Too Brasil.

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O que diz o ex-ministro

No dia em que as denúncias foram reveladas, Silvio Almeida publicou um vídeo nas redes sociais para negar que tenha cometido assédio sexual. “Toda e qualquer denúncia deve ter materialidade. Entretanto, o que percebo são ilações absurdas com o único intuito de me prejudicar, apagar nossas lutas e histórias, e bloquear o nosso futuro”, disse o ministro.

“Toda e qualquer denúncia deve ser investigada com todo o rigor da Lei, mas para tanto é preciso que os fatos sejam expostos para serem apurados e processados. E não apenas baseados em mentiras, sem provas”, acrescentou.

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Os advogados de Silvio Almeida declararam no dia da demissão dele que o ex-ministro não vai silenciar nem invisibilizar vítimas de violência, nem deixar de defender os direitos humanos.

A defesa também afirmou que Almeida vai fazer o que for necessário para fortalecer os dispositivos de proteção e acolhimento à mulher. Os advogados ainda defenderam transparência nas apurações das denúncias contra o ex-ministro.

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