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‘Censura’: Eduardo Bolsonaro critica fala de Lula sobre regulamentar redes sociais

Para o ex-deputado, ‘se houver censura, não se trata de democracia’; ele ressalta que eleitores de direita buscam informações nas redes

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Eduardo Bolsonaro criticou o presidente Lula por sugerir a regulamentação das redes sociais, afirmando que isso pode caracterizar censura.
  • Ele ressaltou que 65% dos eleitores de direita utilizam redes sociais para se informar.
  • Lula defendeu a regulamentação digital como um meio de proteger a soberania nacional e combater a disseminação de mentiras e ódio online.
  • Eduardo Bolsonaro enfrenta ações legais no STF e não compareceu a um depoimento marcado sobre sua atuação no processo contra seu pai, Jair Bolsonaro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

'65% dos eleitores de direita se informam pelas redes sociais', afirma Eduardo Bolsonaro Mario Agra / Câmara dos Deputados - 14.08.2024

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro comentou, nesta sexta-feira (17), uma declaração feita pelo presidente Lula sobre a necessidade de regulamentar as redes sociais. “Se houver censura, fica claro que não se trata de democracia, onde situação e oposição concorrem livremente em igualdade de condições”, afirmou no X (antigo Twitter).

“65% dos eleitores de direita se informam pelas redes sociais”, acrescentou o ex-parlamentar.


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Soberania nacional

Em viagem a Barcelona, na Espanha, Lula afirmou nesta manhã que a aprovação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) Digital foi um “primeiro passo” para a regulamentação das plataformas.

O presidente ressaltou que a regulação de “tudo que for digital” é um gesto de defesa da soberania nacional. Segundo Lula, não se deve tratar como normal ou liberdade de expressão o que chamou de “indústria da mentira e da transmissão do ódio”.


“Se, na vida real, algo é crime, no mundo virtual, também tem de ser. O ECA Digital, para proteção dos adolescentes, é um primeiro passo da regulamentação que precisamos fazer”, discursou.

Coação

Nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro é alvo de uma ação penal no STF por coação no curso do processo. Ele é acusado de interferir no julgamento que condenou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a 27 anos de prisão por crimes como golpe de Estado.


O ex-parlamentar teria atuado, junto ao governo norte-americano, pela aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros exportados aos EUA e pela sanção a autoridades do Brasil.

Na última terça (14), Eduardo — que teve o mandato cassado na Câmara por excesso de faltas — não compareceu ao depoimento por videoconferência marcado pelo ministro Alexandre de Moraes. O processo, contudo, segue em curso.

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