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De INSS a Master: quais assuntos devem ser explorados pelas campanhas eleitorais?

Fraudes na aposentadoria, tarifaço de Trump e escândalo Dark Horse marcaram a política brasileira nos últimos meses

2026|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Descontos fraudulentos em benefícios do INSS resultaram na queda do ministro Carlos Lupi e em investigações pela CGU e Polícia Federal, com um rombo de R$ 6,3 bilhões.
  • Fraudes no Banco Master, lideradas por Daniel Vorcaro, culminaram em investigações por crimes financeiros e associação do nome de Flávio Bolsonaro ao escândalo.
  • O governo dos EUA, sob Trump, impôs tarifas sobre produtos brasileiros, afetando a economia e gerando acusações entre Lula e Flávio Bolsonaro sobre responsabilidade.
  • As tarifas dos EUA foram justificadas por práticas comerciais desleais e temas como o Pix e desmatamento ilegal, sendo usadas politicamente nas campanhas eleitorais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

CPMI do INSS funcionou entre agosto de 2025 e março de 2026 Andressa Anholete/Agência Senado - 20.03.2026

A 70 dias das eleições, os pré-candidatos devem ser questionados com frequência sobre temas que marcaram a política brasileira nos últimos meses e anos, como a fraude no INSS e o escândalo do Banco Master.

O R7 relembra os principais temas e como eles devem ser explorados pelas campanhas eleitorais de candidatos.


Fraude no INSS

Os descontos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vieram a público em abril de 2025 e culminaram na queda do então ministro da Previdência, Carlos Lupi. Em 2023, a CGU (Controladoria-Geral da República) passou a investigar o aumento do número de associações e dos valores descontados e, em conjunto com a Polícia Federal, deflagou a Operação Sem Desconto. O rombo foi de cerca de R$ 6,3 bilhões.

Entre os alvos da operação estava o então presidente do instituto, Alessandro Stefanutto. Além dele, três servidores foram afastados de seus cargos por determinação da Justiça.


Ao longo das investigações, o governo tentou se desvencilhar das fraudes e da mira da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, com Lula prometendo que todos os culpados seriam presos.

No entanto, as fraudes são associadas ao seu governo e até o nome do filho do presidente — Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha — apareceu nas investigações. Convocado, ele não compareceu para prestar depoimento aos parlamentares no Congresso.


Caso Master

O caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro, foi um dos principais assuntos dos últimos meses e vem sendo investigado desde 2024 por esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos.

A instituição começou a chamar a atenção principalmente após tentativas frustradas de compra pelo BRB (Banco de Brasília) e pelo grupo árabe Fictor Holding Financeira, que foram interrompidas pelo Banco Central.


Atualmente, Vorcaro está preso por suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, intimidação, entre outros.

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O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, teve o nome associado a Vorcaro após a informação de que o filme Dark Horse - cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro - recebeu recursos do banqueiro. Mensagens atribuídas ao senador, que nega irregularidades, expõem uma relação entre eles.

Em maio, o The Intercept Brasil divulgou áudios em que Flávio pede dinheiro ao dono do Banco Master para a produção da obra. Segundo a publicação, o banqueiro teria disponibilizado cerca de R$ 60 milhões.

Ainda de acordo com a reportagem, o montante disponibilizado por Vorcaro foi enviado a um fundo nos Estados Unidos por meio da Entre Investimentos e Participações, empresa já suspeita no caso Master.

O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a abertura de um inquérito para investigar os recursos do Banco Master destinados ao filme.

Crise com EUA e tarifaço

Em 2025, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma política comercial usando tarifas como ferramenta de pressão econômica e política. Além de um pacote geral de tarifas iniciado no começo do ano, em julho os EUA aplicaram um tarifaço de 50% sobre uma série de produtos brasileiros exportados.

Após encontro de Lula e Trump em outubro do mesmo ano, o presidente norte-americano anunciou a remoção das tarifas.

Agora, os EUA voltaram a assombrar o Brasil com novas tarifas. Nesta semana, passaram a valer taxas de 25% e 12,5%. Entre as justificativas, o governo diz que a decisão se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, pela adoção de práticas comerciais consideradas desleais e trabalho forçado.

A apuração também cita o Pix, desmatamento ilegal e corrupção. No “primeiro tarifaço”, chegaram a falar em “caça às bruxas” a Bolsonaro, que já estava preso.

O tema frequentemente tem sido utilizado pelos dois lados em uma tentativa de responsabilização pelas tarifas que são prejudiciais à economia brasileira.

Enquanto a pré-campanha de Flávio diz que Lula é culpado pela crise com os EUA, por dificultar a relação com o país, aliados de Lula falam em traição, já que o senador tem estreitado relações com Trump e chegou a fazer uma visita à Casa Branca pouco antes do anúncio das tarifas.

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