Brasil vai resgatar 15 estrangeiros da América Latina em voo de repatriação de Israel
Avião vai trazer também 200 brasileiros de Israel para o Brasil, elevando para cerca de 1.130 o número de cidadãos repatriados
Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

O governo federal vai repatriar 15 cidadãos da Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai de volta à América Latina no último voo da primeira fase da operação de resgate de cidadãos da região de conflito no Oriente Médio. De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, cerca de 200 brasileiros também estarão na aeronave, que deve chegar nesta quinta-feira (19) ao Brasil.
Com a chegada do avião, serão aproximadamente 1.130 cidadãos do Brasil repatriados desde o início do conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas. Há, ainda, cerca de 150 brasileiros em Israel e na Faixa de Gaza que desejam retornar ao país.
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Resgate brasileiros em Israel
Resgate brasileiros em Israel
Brasileiros em Gaza
A aeronave presidencial empregada para resgatar o grupo de cerca de 32 pessoas — entre brasileiros e palestinos com residência no Brasil — que está na Faixa de Gaza já chegou ao Egito. O avião pousou nesta quarta-feira no Aeroporto Internacional de Al-Arish para descarregar os kits de ajuda humanitária enviados pelo governo brasileiro. Em seguida, a tripulação segue para o Cairo, onde vai aguardar a abertura das fronteiras.
De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), o avião transportou 40 purificadores de água potável e dois kits com medicamentos e insumos. O material vai auxiliar a equipe médica no atendimento dos resgatados.
"Os hospitais em Gaza, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde [OMS], enfrentam escassez aguda de suprimentos médicos. Há interrupção do fornecimento de eletricidade e água à Faixa de Gaza, e não são permitidas movimentações de alimentos, combustível, saúde nem outros fornecimentos humanitários. Para a OMS, os danos causados às infraestruturas de água e saneamento e a superlotação nos assentamentos humanos aumentam o risco de surtos de doenças", afirma o Palácio do Planalto.



















