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Chiquinho Brazão pede a comissão da Câmara que afaste relatora do processo de cassação

Em março, a PF concluiu que a morte de Marielle Franco foi idealizada pelo parlamentar que está preso desde 24 de março

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window e Bruna Lima

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Agência Brasil / Arquivo

O deputado Chiquinho Brazão pediu ao presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, Leur Lomanto Júnior (União-BA), que faça um novo sorteio para estabelecer a relatoria do processo que pode levar à cassação de seu mandato. A informação foi confirmada pelo R7. Atualmente, a relatora do caso é a deputada Jack Rocha (PT-ES).

Em nota, a assessoria da parlamentar afirmou que “a deputada somente se pronunciará em momento que considerar oportuno. Se me permitir, te envio a declaração dela quando chegar esse momento”. No pedido, a defesa do parlamentar diz a deputada “externalizou posicionamento muito claro”.


Em março, a Polícia Federal informou ao STF que o crime de execução da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes, foi idealizado pelos dois irmãos Domingos e Chiquinho Brazão e meticulosamente planejado pelo delegado Rivaldo Barbosa, que era chefe de polícia do Rio de Janeiro na época do assassinato.

“E aqui se justifica a qualificação de Rivaldo como autor do delito, uma vez que, apesar de não ter o idealizado, ele foi o responsável por ter o controle do domínio final do fato, ao ter total ingerência sobre as mazelas inerentes à marcha da execução, sobretudo, com a imposição de condições e exigências”, disse a PF em relatório.


João Francisco Inácio Brazão, conhecido como Chiquinho, era deputado federal do União Brasil pelo Rio de Janeiro. Assim como Marielle, ele era vereador do município quando o assassinato ocorreu. O envolvimento do parlamentar fez com que as investigações fossem ao STF, já que Chiquinho tem foro privilegiado. A relatoria do processo foi distribuída por sorteio ao ministro Alexandre de Moraes, da Primeira Turma, por se tratar de uma ação criminal.

Domingos Brazão é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson, o ex-policial militar Ronnie Lessa afirmou aos investigadores, em delação premiada, que Domingos teria encomendado o crime.

Lessa teria afirmado que o crime seria uma vingança contra o ex-deputado estadual Marcelo Freixo e a ex-assessora dele, Marielle Franco. Os três, segundo os investigadores, travavam disputas na área política do estado.

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