Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Comissão da Câmara analisará proposta que obriga governo a arcar com repatriação de corpos

Projeto em discussão na Câmara prevê que governo será responsável pelo traslado quando família não possuir recursos

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Brasileira Juliana Marins morreu após cair em um vulcão enquanto fazia trilha
Brasileira Juliana Marins morreu após cair em um vulcão enquanto fazia trilha Reprodução/Redes sociais/10-06-2025

O presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, Filipe Barros (PL-RR), designou nesta quarta-feira (25) a deputada Carla Dickson (União-RN) como relatora do projeto de lei 3.338/2015, que obriga o Itamaraty a trazer os corpos de brasileiros mortos fora do país quando suas famílias não tiverem recursos para o traslado.

O projeto avançou na Câmara após o caso da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, que morreu após cair em um vulcão enquanto fazia uma trilha com um grupo de turistas na Indonésia. A jovem foi retirada a cerca de 600 metros abaixo da trilha.


De acordo com Barros, a comissão vai votar o projeto na próxima semana. “O mesmo Itamaraty que mandou avião da FAB buscar uma ex-primeira-dama condenada por corrupção no Peru agora nega ajuda à família de Juliana Marins, brasileira morta na Indonésia, dizendo que o custo para trazer seu corpo é da própria família”, disse o deputado.

Leia mais

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a legislação atual não permite que o governo utilize recursos públicos para arcar com despesas referentes aos brasileiros mortos no exterior e que o traslado é decisão da família.


O artigo 257 do decreto 9.199/2017 diz que “a assistência consular não compreende o custeio de despesas com sepultamento e traslado de corpos de nacionais que tenham falecido do exterior, nem despesas com hospitalização, excetuados os itens médicos e o atendimento emergencial em situações de caráter humanitário”.

Em caso de falecimento, o papel das embaixadas e consulados brasileiros é prestar orientações gerais aos familiares, auxiliar no contato com o governo local e cuidar da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito, após os trâmites locais.


Com a repercussão do caso de Juliana, o ex-jogador de futebol Alexandre Pato entrou em contato com a família e se dispôs a pagar o traslado do corpo da jovem, que deve custar pelo menos R$ 30 mil.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.