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Comissão do Senado debate gestão de impostos na reforma tributária

Proposta que regulamenta o funcionamento do Comitê Gestor do IBS será tema de audiência na Comissão de Assuntos Econômicos

Brasília|Hellen Leite, do R7, em Brasília

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Senado debate funcionamento do Comitê Gestor do IBS José Cruz/Agência Brasil

A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado debate nesta quarta-feira (2) a regulamentação da gestão do IBS (Imposto Sobre Bens e Serviços), que será implementado na reforma tributária. O IBS unificará o ICMS (imposto estadual) e o ISS (imposto municipal). A audiência pública também discutirá a forma de cobrança do Imposto sobre ITCMD (Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos), que tem impacto direto na tributação de heranças e grandes fortunas. Foram convidados para a audiência especialistas em tributação, auditores fiscais, representantes de associações de direito tributário e membros do governo.

A proposta que regulamenta o funcionamento do Comitê Gestor (PLP 108/2024) foi aprovada pela Câmara dos Deputados em agosto e define as regras de distribuição da arrecadação entre os entes federativos.

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O comitê terá as funções de cobrar, fiscalizar e distribuir o IBS. Para a implementação, o governo federal garantiu um financiamento de R$ 3,8 bilhões. A intenção é que o comitê seja implantado quatro meses após a aprovação da regulamentação. O comitê funcionará no Distrito Federal e coordenará todo o procedimento da tributação de forma uniforme em todo o país.

O texto também aborda outros aspectos da estrutura e funcionamento dos novos impostos, incluindo como serão julgadas as infrações tributárias e como será feita a devolução de créditos para o setor exportador.

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Na Câmara, foi adicionada a padronização da incidência do ITCMD sobre planos de previdência privada. O texto não trata de mudança na alíquota do imposto, mas define as regras de recolhimento e incidência do tributo.

O ITCMD é um imposto estadual cobrado quando há transmissão de bens por herança ou por doação (quando há transferência de bens para outra pessoa sem receber pagamento em troca).

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Pelo texto, está previsto, por exemplo, que o ITCMD deve ser progressivo, aumentando conforme o valor do bem. Além disso, será cobrada a alíquota máxima do imposto para grandes fortunas, que atualmente é definida pelos estados. Atualmente, o Senado analisa uma proposta para elevar o teto da alíquota de 8% para 16%.

Entenda os principais pontos do PLP 108/2024

IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): foi criado pela PEC da reforma tributária para substituir o ICMS e o ISS. O IBS terá uma parcela estadual e outra municipal, sendo cobrado no local de consumo das mercadorias.

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Comitê Gestor: também chamado de CG-IBS, terá as funções de cobrar, fiscalizar e distribuir o IBS. Uma das questões mais importantes no Comitê Gestor é garantir o caráter técnico e operacional para evitar que o comitê seja influenciado por disputas políticas e pressões que possam alterar alíquotas ou questões tributárias.

Conselho Superior: é a instância máxima de deliberação do Comitê Gestor do IBS. Será composto por 54 membros: 27 membros representarão cada estado e o Distrito Federal; outros 27 membros representarão o conjunto dos municípios e o Distrito Federal.

Decisões: serão tomadas por esses 54 membros do Conselho Superior. Isso significa que cada estado, o Distrito Federal e os municípios terão voz e voto nas deliberações sobre o IBS, garantindo uma representação equilibrada entre os diferentes níveis de governo.

Antecipação do ITBI: o parecer aprovado na Câmara permite que os municípios decidam se querem antecipar a cobrança do ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis). Originalmente, o texto do governo determinava a antecipação da cobrança do ITBI, mudando o momento em que o imposto seria cobrado. No entanto, o Grupo de Trabalho decidiu tornar essa antecipação opcional para os municípios. Segundo o novo texto, “o imposto pode ser exigido a partir da formalização do título de aquisição do imóvel”.

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