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Defesa de Valdemar nega crimes e diz que decisão de Dino parte de ‘premissas frágeis’

Ministro do STF determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do PL por irregularidades em emendas

Brasília|Amanda Garcia, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A defesa de Valdemar Costa Neto negou acusações de crimes e criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que bloqueou R$ 119 milhões em bens do dirigente.
  • Os advogados alegam que a decisão se baseia em "premissas frágeis" e não há provas de participação consciente em esquema criminoso.
  • A PGR manifestou-se contra as medidas cautelares, mas o STF impôs restrições patrimoniais sem demonstração individualizada de fraude.
  • Flávio Dino determinou o bloqueio de bens após indícios de que Valdemar teria direcionado emendas parlamentares sem mandato eletivo, utilizando funcionários da Câmara dos Deputados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Líder do PL teria atuado por meio de servidores da Câmara para definir o destino de verbas públicas Ueslei Marcelino/Reuters - Arquivo

A defesa do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que recebeu “com surpresa” a decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do dirigente no âmbito da investigação sobre suposto desvio de emendas parlamentares.

Em nota, os advogados Marcelo Luiz Ávila de Bessa e Thiago Lôbo Fleury afirmam que a determinação se baseia em “premissas frágeis, inferências subjetivas e em uma indevida criminalização da atividade político-partidária”.

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Segundo a defesa, Valdemar “nega categoricamente a prática de qualquer crime” e não há provas ou indícios de que ele tenha participado conscientemente de um esquema criminoso.

Os advogados sustentam que é “natural e legítimo” que o presidente de um partido dialogue com parlamentares, articule interesses políticos e influencie sua bancada.

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Na avaliação da defesa, esse tipo de atuação somente poderia ter relevância penal caso houvesse indícios concretos de fraude, desvio de recursos ou apropriação indevida de dinheiro público — o que, segundo eles, não foi demonstrado na investigação.

Críticas ao bloqueio

A nota dos advogados também diz que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou contra a imposição das medidas cautelares. Mesmo assim, segundo eles, o STF determinou restrições patrimoniais sem apresentar demonstração individualizada de fraude.

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Outro ponto criticado pela defesa é o bloqueio patrimonial. Os defensores afirmam que a própria decisão reconhece que a investigação ainda depende da produção de novos elementos e argumentam que essa circunstância não justificaria a indisponibilidade ampla dos bens.

A defesa também lamenta a divulgação pública da investigação ainda em fase preliminar, especialmente em um momento de “especial sensibilidade institucional e eleitoral”.

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Entenda o caso

A decisão de Flávio Dino foi tomada após a Polícia Federal apontar indícios de que Valdemar Costa Neto teria atuado para direcionar emendas parlamentares mesmo sem exercer mandato eletivo.

Segundo a investigação, o presidente do PL teria utilizado funcionários da Câmara dos Deputados para indicar o destino de recursos públicos, que, de acordo com a PF, somam R$ 119 milhões.

Com base nas investigações, Dino determinou o bloqueio de bens de Valdemar até esse valor, suspendeu a execução das despesas relacionadas às emendas sob suspeita e determinou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), apresente toda a documentação referente à tramitação dos recursos investigados.

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