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Delação de Vorcaro deve mirar autoridades e devolução de pelo menos R$ 40 bi

Quanto mais relevantes e comprováveis forem as informações prestadas, maiores tendem a ser os benefícios

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O banqueiro Daniel Vorcaro iniciou negociações para uma delação premiada com a PGR, que deve ocorrer em maio.
  • A delação pode implicar autoridades de todos os Três Poderes, incluindo ministros do STF.
  • A possibilidade de devolução de até R$ 40 bilhões está em discussão, com pagamentos ao longo de até dez anos.
  • Benefícios da delação dependem da relevância e veracidade das informações fornecidas, com avaliação do Ministério Público e homologação pelo Judiciário.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Caso Vorcaro decida por esse caminho, ele terá de oferecer informações efetivas e verificáveis Reprodução/X

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, já deu início às negociações para um acordo de delação premiada. O depoimento deve ocorrer em maio. Em março, Vorcaro assinou um termo de confidencialidade com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

No caso, a delação pode atingir autoridades dos Três Poderes, tanto em nível nacional como estadual. Atualmente, pode até mesmo atingir ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que tinham ligações com o ex-banqueiro, segundo a Polícia Federal.


Com a delação, também há a possibildiade de devolução até R$ 40 bilhões, e pagamento ao longo de um período de até dez anos. Os detalhes serão colocados no documento.

Caso Vorcaro decida por esse caminho, ele terá de oferecer informações efetivas e verificáveis, capazes de contribuir concretamente para o avanço das investigações — não basta apenas apresentar relatos genéricos.


Quanto mais relevantes e comprováveis forem as informações prestadas, maiores tendem a ser os benefícios concedidos ao colaborador.

Imediata

O ministro André Mendonça não deve garantir a homologação automática de um eventual acordo de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.


Para convencer o ministro, Vorcaro teria que oferecer algo a que a Polícia Federal não tenha acesso: informações novas a respeito das investigações sobre o banco.

Lei

A lei sobre esse instrumento prevê uma série de possíveis recompensas jurídicas, que variam conforme o grau de utilidade da colaboração.


Entre elas estão a redução de pena, a substituição por medidas restritivas de direitos e, em casos mais extremos, até o perdão judicial. Esses benefícios, no entanto, não são automáticos: dependem da avaliação do Ministério Público e da homologação pelo Judiciário — que seria o STF (Supremo Tribunal Federal) no caso de Vorcaro.

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