Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília
‌

Delator do Master ganhou 570 vezes na loteria e fez movimentações suspeitas

Antonio Freixo Jr. faturou R$ 176 milhões e teria repassado R$ 940 mil a empresa citada em supostas fraudes no Corinthians

Brasília|Do Estadão Conteúdo

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Antonio Freixo Jr., delator e dono da Entre Investimentos, ganhou 570 vezes na loteria, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro.
  • Ele é acusado de operar lavagem de dinheiro para diversos clientes, incluindo empresários do setor de combustíveis e o Banco Master.
  • Freixo teria repassado R$ 940 mil a uma empresa envolvida em fraudes com o Corinthians, denominada Wave.
  • As investigações fazem parte da Operação Carbono Oculto, visando fraudes financeiras e lavagem de dinheiro em várias regiões do Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Conhecido como 'Mineiro', Antonio Freixo admitiu ser um braço de Vorcaro na geração de dinheiro vivo Reprodução/ Instagram/ Grupo Entre

Alvo do Ministério Público e da polícia por suspeita de lavagem de dinheiro para empresários do setor de combustíveis, o delator Antonio Carlos Freixo Jr., dono da Entre Investimentos, ganhou 570 vezes na loteria e fez transações financeiras com uma empresa envolvida no esquema de desvios de diretores do Corinthians.

Essas transações são listadas pelo Ministério Público para apontar que Antonio Freixo é um operador de lavagem de dinheiro de diversos clientes — além dos empresários do setor de combustível e o próprio Banco Master, cujas transações são citadas em seu acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

‌

Leia mais

A movimentação mais curiosa se refere a prêmios de casas de apostas e lotéricas. Ele foi “ganhador” de R$ 176 milhões somente entre janeiro de 2020 e junho de 2025, segundo representação do Ministério Público à Justiça para que sejam cumpridas buscas e apreensões em endereços do empresário.

“Descortinou-se, para além de atos característicos de lavagem de capitais, uma rede de estruturação financeira fraudulenta envolvendo prêmios e apostas, aparentemente, com o intuito de lavar dinheiro dos seus clientes”, afirmam promotores do Gaeco (Grupo de Combate ao Crime Organizado) de São Paulo.

‌

Investigadores também chamaram atenção para um pagamento de R$ 940 mil de uma empresa de Antonio Freixo à Wave, uma companhia que apareceu ao longo dos últimos anos em diversos contextos de suspeita de lavagem de dinheiro.

A companhia aparece, por exemplo, como uma das empresas usadas para suposta lavagem de dinheiro em desvios do contrato entre a casa de apostas Vai de Bet e o Corinthians na denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo contra ex-dirigentes do clube de futebol. Segundo o MP, a Wave pertence a um motoboy, apesar de ter transacionado milhões de reais nos últimos anos.

‌

Entre essas transferências suspeitas da Wave, havia até movimentações com um empresário de futebol citado na delação de Antonio Vinicius Gritzbach, o delator do PCC (Primeiro Comando da Capital), morto em novembro de 2024 em frente ao Aeroporto de Guarulhos.

Relação com Vorcaro

Conhecido como “mineiro”, Antonio Freixo admitiu ser um dos braços do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na geração de dinheiro vivo para transações do dono do Master. Sua empresa, a Entre Investimentos, foi liquidada pelo Banco Central em março, após ser alvo da Operação Compliance Zero, que mira as fraudes no banco de Vorcaro. Entre os temas de sua delação, estão os repasses feitos a pedido de Vorcaro ao fundo que financiou o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

‌

Na operação Crédito Oculto — terceira fase da Operação Carbono Oculto —, o delator é investigado por sua relação com negócios de Roberto Augusto Leme, o Beto Louco, e Mouhamad Murad, o Primo, donos da Copape e Aster, distribuidoras de combustíveis suspeitas de terem alavancado suas atividades em um esquema bilionário de sonegação. Em uma de suas refinarias, a dupla teve sociedade com um traficante internacional de drogas, o que lhe rendeu a fama de serem associados ao PCC.

Leia mais

As buscas desta quinta-feira (24) foram pedidas pelo Gaeco do Ministério Público de São Paulo e autorizadas pelo juiz Sandro Nogueira de Barros Leite, da 2.ª Vara Criminal de Catanduva, em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal. A ação está fundamentada em provas obtidas durante a primeira fase da operação Carbono Oculto, como contratos, documentos, mensagens e áudios apreendidos em telefones celulares e computadores dos investigados.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.