Durigan revela fechamento de 1.200 CNPJs ligados ao crime organizado
Em entrevista exclusiva à RECORD, ministro da Fazenda detalhou balanço inédito de um ano da Operação Carbono Oculto
Brasília|Do R7, em Brasília
O governo federal cancelou 1.200 CNPJs de postos de combustível e de fundos de investimento de fachada que eram utilizados pelo crime organizado para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O balanço inédito de um ano da Operação Carbono Oculto foi detalhado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista exclusiva à RECORD nesta quinta-feira (3).
De acordo com o ministro, o encerramento das atividades dessas empresas não decorre de dificuldades do mercado ou de uma crise na economia brasileira, mas sim de ações de combate à ilegalidade. As investigações apontaram que os estabelecimentos e os fundos financeiros não eram reais e serviam para ocultar patrimônio de facções criminosas.
“Nós completamos agora um ano da Operação Carbono Oculto, olhando principalmente para os postos de combustíveis que lavavam dinheiro por crime organizado e fundos de investimento, que não eram fundos reais, do ponto de vista de que estavam fazendo ali, recebendo investimento de pessoas para que as pessoas pudessem investir. Eram fundos que eram usados para ocultar patrimônio”, explicou Durigan.
Além do cancelamento dos registros jurídicos, a força-tarefa aplicou medidas como o bloqueio de contas bancárias dos envolvidos. Durigan ressaltou que as fraudes cometidas pelos postos afetavam diretamente o consumidor na bomba e alimentavam a violência urbana.
“1.200 CNPJs de postos de combustível, de fundos, que são cancelados. E por quê? Porque cometeram crime e estão sendo agora apurados responsabilidade, fechando CNPJ, fechando conta bancária, para que parem de prejudicar as pessoas, que compram combustível falsificado, depois tem dinheiro que vai para o crime organizado e gera a insegurança que as pessoas sentem”, afirmou o ministro.
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