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Deputados pedem que STF derrube o sigilo do caso ‘Dark Horse’

Parlamentares alegam falta de justificativa para a manutenção da reserva e apontam possível assimetria nas investigações

Brasília|Amanda Garcia, do R7, em Brasília]

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Deputados do governo pedem ao STF que derrube o sigilo dos inquéritos sobre o financiamento do filme "Dark Horse" por Daniel Vorcaro.
  • A petição solicita que apenas informações que comprometam investigações em andamento permaneçam sob sigilo.
  • Os parlamentares destacam a diferença de tratamento em investigações relacionadas à Operação Compliance Zero, envolvendo senadores de diferentes partidos.
  • O grupo argumenta que o sigilo permite versões unilaterais dos investigados e pede regras claras para a manutenção do sigilo nos processos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Deputados
Petição foi assinada por deputados da base do governo nesta quarta-feira Reprodução/YouTube @camaradosdeputadosoficial - 02.09.2026

Deputados da base do governo pediram nesta quarta-feira (2) ao STF (Supremo Tribunal Federal) que derrube o sigilo dos inquéritos que investigam o financiamento do filme “Dark Horse” por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O pedido foi apresentado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, compartilhado durante uma coletiva no Salão Verde da Câmara.


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A petição solicita que Fachin leve ao plenário do STF uma questão de ordem para uniformizar o regime de publicidade dos processos e determinar o levantamento do sigilo de petições sob relatoria do ministro André Mendonça.

Os deputados salientam que devem permanecer sob sigilo apenas peças relacionadas a diligências ainda em andamento cuja divulgação possa comprometer objetivamente as investigações.


O grupo argumenta que há uma diferença de tratamento na condução de investigações relacionadas à Operação Compliance Zero.

Segundo os parlamentares, Mendonça determinou em julho o levantamento do sigilo de uma investigação que envolvia o senador Jaques Wagner (PT-BA), mas mantém sob sigilo os procedimentos que alcançam o senador e candidato a Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


Para eles, a diferença de critérios ganha relevância durante o período eleitoral. Eles afirmam que a manutenção do sigilo sobre o caso envolvendo Flávio Bolsonaro, enquanto informações de uma investigação envolvendo um senador petista foram tornadas públicas, pode produzir uma “assimetria” com efeitos sobre a disputa eleitoral.

Os parlamentares também afirmam que não conhecem a fundamentação para a manutenção do sigilo nos três procedimentos do caso “Dark Horse”.


Segundo a petição, os autos permanecem sob reserva desde a instauração dos inquéritos, sem que os requerentes tenham tido acesso às peças ou sequer saibam se a decisão de impor o sigilo foi fundamentada.

O documento cita ainda informações divulgadas pela imprensa sobre o caso. Entre elas está a emissão de R$ 1,5 milhão em notas fiscais pelo escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro a empresas utilizadas no circuito de pagamentos de Daniel Vorcaro, fato que, segundo a petição, foi parcialmente admitido pelo senador.

Os deputados também mencionam reportagem publicada em 1º de setembro que apontou um repasse adicional de aproximadamente US$ 1,66 milhão para o fundo estrangeiro que centralizava os recursos do filme.

Segundo o documento, o novo valor elevaria para cerca de US$ 12,3 milhões o montante identificado como destinado por Vorcaro ao projeto.

Na petição, os parlamentares afirmam que o sigilo permite que investigados apresentem publicamente sua própria versão sobre o conteúdo das apurações, enquanto imprensa e sociedade não conseguem confrontar as informações. O grupo sustenta que a publicidade dos atos processuais deve ser a regra e que a restrição precisa ser fundamentada e limitada.

Além do levantamento do sigilo, os deputados pedem que o plenário do STF estabeleça uma diretriz para os processos derivados da Operação Compliance Zero.

Pela proposta, a manutenção do sigilo deveria depender de decisão fundamentada, com delimitação do objeto e do prazo e reavaliação periódica.

Assinam o pedido, entre outros, Lindbergh Farias (PT-RJ), Pedro Uczai (PT-SC), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), André Janones (Rede-MG) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ). A petição foi protocolada nesta quarta-feira (2).

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