Documentos históricos de Minas Gerais são achados em endereço ligado a negociante de arte no DF
Alguns dos registros são do período Pombalino (1750-1777) e podem ter sido levados do Arquivo Público Mineiro, segundo o MP
Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

O Ministério Público de Minas Gerais recuperou centenas de documentos históricos em um endereço do Distrito Federal ligado a um negociante de artes e antiguidades, que não teve seu nome divulgado (veja imagens abaixo). Entre eles estão registros referentes à exploração de ouro em Minas Gerais na segunda metade do século 18. Os promotores também apuram se alguns deles foram levados do Arquivo Público Mineiro, sediado em Belo Horizonte.
Documentos vão passar por perícia para ter autenticidade comprovada
Documentos vão passar por perícia para ter autenticidade comprovada
O número exato e a origem dos documentos ainda estão sendo investigados. Entre o material apreendido também estão diversos documentos públicos referentes ao período Pombalino (1750-1777, referente ao tempo em que Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, foi primeiro-ministro de Portugal), que ainda apresentam vestígios de cola e linhas de costura, o que indica que eles podem ter sido arrancados de encadernações oficiais.
Muitos desses documentos foram impressos em papel trapo, típico do período colonial, com marca-d'água e o padrão dos documentos da Oficina Régia Tipográfica.
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Para o promotor de Justiça Marcelo Azevedo Maffra, a apreensão é uma das mais importantes de todos os tempos. “São documentos de valor permanente e de elevado interesse social, que deveriam estar disponíveis em arquivos públicos para a livre consulta de quaisquer interessados. Pela legislação brasileira, os documentos apreendidos são de comércio proibido e não poderiam estar em poder do investigado.”
A ação contou com o apoio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Polícia Militar de MG e do DF. O material foi catalogado e embalado para passar por uma perícia. Caso a autenticidade seja confirmada, os documentos serão devolvidos aos arquivos e instituições de origem.
Na área penal, o homem investigado pode responder pelos crimes de receptação qualificada e deterioração de bem cultural protegido.






















