Drogômetro no Brasil esbarra na distância de até 800 km entre blitz e laboratórios, revela PRF
Ao JR Entrevista, diretor-geral da PRF explicou entraves no teste de saliva e comentou consolidação das normas da Lei Seca pelo Contran
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O avanço da fiscalização contra motoristas que dirigem sob o efeito de drogas enfrenta um gargalo logístico no país: as grandes distâncias entre os pontos de fiscalização nas rodovias federais e os centros de análise laboratorial. Em entrevista ao JR Entrevista, o diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Fernando Oliveira, revelou que o trajeto entre uma blitz e o laboratório capacitado pode chegar a até 800 quilômetros, colocando em risco a viabilidade das amostras biológicas coletadas.
Enquanto a fiscalização do álcool é imediata com o bafômetro, o combate ao uso de outras drogas exige exames específicos de fluidos, como a saliva. O entrave, como explica o diretor-geral, está nas longas distâncias.
“Nós já fizemos o desenvolvimento de testes com alguns laboratórios tentando desenvolver um drogômetro. E tem um grande dificultador nessa atuação: o tamanho do Brasil. Se esse laboratório estiver a uma distância muito longa do ponto de coleta, a probabilidade de essa amostra perder a qualidade necessária para o teste é muito grande”, detalhou.

Desafio nas rodovias distantes
A malha rodoviária federal cruza diversas regiões isoladas do país, distantes dos grandes centros urbanos onde estão localizados os laboratórios analíticos capazes de emitir laudos toxicológicos com validade jurídica. “Muitas vezes nós temos uma cidade grande com a capacidade de ter um laboratório a 500, 600, 800 quilômetros daquele local de atuação da PRF”, ressaltou Oliveira.
Para superar esse entrave, a PRF continua testando tecnologias em parceria com instituições de pesquisa e laboratórios, buscando alternativas viáveis de preservação e análise rápida do material coletado nas estradas.
Leia Mais
Atualização do Contran
Apesar dos gargalos relacionados aos entorpecentes, Fernando Oliveira destacou que a atualização recente das normas da Lei Seca pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) veio chancelar procedimentos que a corporação já adotava na prática cotidiana, como a realização do reteste no etilômetro.
“Nós já fazíamos a atuação da Polícia Rodoviária, atendendo a todas as exigências. Nós já fazíamos reteste, só veio consolidar o que já era uma prática da PRF”, afirmou.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp













