Durigan: ‘Progressistas precisam se comunicar com as pessoas, não basta ter bons projetos’
Em evento na Espanha, ministro da Fazenda brasileiro também defendeu que haja menos burocracia para um Estado eficiente
Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou neste sábado (18) que governos progressistas precisam se comunicar com as pessoas. Ele sustentou que ter programas bem desenhados não é suficiente se isso não se traduz em apoio popular.
“Não temos ganhado corações com nossos projetos, com nossa agenda verde”, disse Durigan, durante painel sobre a política industrial verde, no Global Progressive Mobilisation (Mobilização Progressista Global, em inglês), em Barcelona, na Espanha.
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O ministro defendeu a importância da atenção a temas como desigualdade e crescimento econômico para garantir apoio popular à agenda verde, além de usar o Brasil como exemplo e sustentar que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocou esses assuntos no centro da política econômica.
Para Durigan, no entanto, comunicar os benefícios da agenda verde ainda é um grande desafio, como no caso do mercado de carbono brasileiro, criado na gestão Lula. “É muito difícil falar sobre isso e sobre o que essa iniciativa vai levar para as pessoas do Brasil”, avaliou.
Diante disso, Dario aproveitou para mencionar ações mais compreendidas da Fazenda nos últimos anos, como o aumento das taxas sobre fortunas. “Temos calibrado isso melhor. Historicamente, os ricos e as empresas têm benefícios no país, mas temos retirado esses benefícios e aumentado os impostos para eles”, lembrou.
O ministro afirmou, ainda, que países progressistas precisam “aproveitar as oportunidades”, mas mencionou a guerra no Oriente Médio como uma fonte de incerteza no cenário atual, o que pode gerar mais uma crise no mundo.
Além de defender a importância da quebra desses ciclos de crises, Dario Durigan disse que as forças políticas favoráveis ao papel do poder público na economia têm de se posicionar a favor de um Estado eficiente, com menos entraves burocráticos.
“O que tenho ouvido das pessoas é que elas estão cansadas da burocracia. Acho que nós, que protegemos o Estado e o papel dele, temos de defender um eficiente, que cumpra a própria função rapidamente e sem burocracia excessiva”, enfatizou.
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