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Em dia de julgamento no TSE, Lula chama Bolsonaro de ‘sabidinho que quis dar golpe’

Presidente critica antecessor e diz que dele não quis respeitar o resultado das eleições do ano passado

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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Lula criticou Bolsonaro por não aceitar o resultado eleitoral
Lula criticou Bolsonaro por não aceitar o resultado eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas nesta quinta-feira (29) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o chamou de um “sabidinho que quis dar um golpe” de Estado no país por não concordar com o resultado das eleições de 2022. “Nós não tivemos um cidadão aqui, um sabidinho que não quis aceitar o resultado eleitoral? Não tivemos um cidadãozinho aqui que quis dar golpe no dia 8 de janeiro? Tem gente que não quer aceitar o resultado eleitoral”, disse Lula em entrevista a uma rádio do Rio Grande do Sul.

As falas de Lula aconteceram em meio ao julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode deixar Bolsonaro inelegível até 2030. O presidente pode ser punido devido à conduta dele durante uma reunião com embaixadores, em julho de 2022, no Palácio da Alvorada. Na ocasião, ele levantou suspeitas sobre as urnas eletrônicas, sem apresentar provas, e atacou o sistema eleitoral brasileiro.


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Lula lembrou das derrotas que teve quando disputou a Presidência da República contra Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso e disse que Bolsonaro deveria ter feito o mesmo que ele. “Nem todo mundo é como o Lula, que perdeu do Collor, e aceitou o resultado, que perdeu duas vezes do Fernando Henrique Cardoso, e aceitou o resultado. [Perdeu], vai para casa lamber as feridas e se prepara para outra luta.”


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O presidente fez os comentários ao ser questionado se a Venezuela vive sob uma ditadura. Ele disse que Nicolás Maduro merece mais respeito, apesar de o governo dele ser conhecido por episódios de violação de direitos humanos, censura à imprensa e prisão a opositores.

“Vivemos em um país em que o ex-presidente da República está até hoje criticando a seriedade das urnas eletrônicas. É preciso que a gente fique um pouco atento para não ficar fazendo refrão sobre coisas que a gente não conhece profundamente.”

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