Ministério da Justiça apreende 534 celulares em operação surpresa em presídios
Governo afirma que ação passará a ocorrer duas vezes por mês e que vai integrar plano nacional de combate ao crime organizado
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A Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), apreendeu 534 celulares durante uma nova fase da Operação Mute. A força-tarefa ocorreu entre segunda (18) e quinta-feira (21), em 49 presídios de 23 estados.
A ação teve como alvo penitenciárias consideradas estratégicas pelo governo federal, especialmente aquelas onde facções criminosas continuam a comandar atividades ilícitas fora das unidades prisionais, como tráfico de drogas e ordens para ataques.
Essa foi a primeira etapa da operação efetuada no âmbito do Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado na semana passada pelo governo federal. A iniciativa prevê o uso ampliado de equipamentos tecnológicos, como scanners corporais e aparelhos de inspeção, segundo o MJSP.
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Articulada em 2023, a Operação Mute consiste na execução de vistorias simultâneas e sem aviso prévio em cadeias de diferentes unidades da Federação. As inspeções são coordenadas junto aos governos estaduais e miram, principalmente, alas ocupadas por presos liados às principais facções do país.
Desde o início da operação, quase 8.500 celulares foram apreendidos em celas de detentos considerados de alta periculosidade, segundo dados do MJSP.
O governo federal informou, ainda, que a operação passará a ocorrer duas vezes por mês, como parte da estratégia de endurecimento do controle sobre a atuação do crime organizado dentro dos presídios.
Uma das prioridades do programa é aproximar o modelo dos presídios estaduais ao das penitenciárias federais. Para isso, o governo selecionou, entre as 1.355 existentes no país, 138 prisões para adoção do padrão de segurança máxima.
Eles estão distribuídos da seguinte forma:
- Nordeste (45)
- Sudeste (38)
- Sul (17)
- Centro-Oeste (15)
- Norte (23)
A proposta é levar a essas unidades parte da estrutura e dos protocolos adotados nas cinco penitenciárias federais do país, conhecidas pelas regras rígidas de isolamento e pelo monitoramento de presos ligados ao crime organizado.
Entre as medidas previstas estão a instalação de detectores eletrônicos, equipamentos de raio-x, bloqueadores de sinal de celular, sistemas de análise de vídeo e georradares para identificação de túneis. O governo também prevê a entrega de novas viaturas e de veículos blindados às unidades da Federação.
Até o momento, cerca de R$ 200 milhões foram contratados para compra e distribuição desses equipamentos, segundo o MJSP. Além da modernização da estrutura, o programa prevê mudanças nos protocolos de segurança adotados pelas administrações prisionais estaduais.
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