Especialista afirma que terminais privados de GLP otimizariam comércio e reduziriam preço do gás
Marcos Paulo Ferraz, diretor da Interco, acredita que o número de terminais atuais não é suficiente para a demanda brasileira
Brasília|Do R7, em Brasília

O aumento no número de terminais privados de armazenamento e distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP) reduziria os gargalos na logística do produto no país, segundo o diretor de commodities da Interco, empresa brasileira especializada em comércio de produtos primários negociados internacionalmente, Marcos Paulo Ferraz.
O Brasil consome em média 7 milhões de toneladas de GLP por ano – 5 milhões de origem nacional e 2 milhões importados, principalmente dos Estados Unidos e Argentina –, mas tem somente 22 terminais, responsáveis pela distribuição do produto aos mais de 5,5 mil municípios do país.
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Para Ferraz, esse número não é suficiente para suprir a necessidade nacional. Ele diz que a construção de terminais privados, que não existem no país, aliviaria o problema da distribuição, otimizando a logística interna e proporcionando oportunidade para baratear o produto. "Você passa a ter mais competitividade e transfere esse benefício para o consumidor", diz.
De acordo com ele, as regiões Sul e Nordeste são as mais deficitárias e seriam as mais beneficiadas pela construção de terminais privados. Ele afirma que a região Sul não produz volume suficiente para atender o mercado local e que o Nordeste, com exceção da Bahia, é totalmente dependente de importação de GLP.















